O governador Pedro Taques (PSDB) se livrou de mais uma delação premiado onde foi citado por possível prática de caixa 2 durante as eleições de 2014, quando foi eleito no 1º turno. A denúncia consta na delação premiada do ex-secretário Pedro Nadaf. Porém, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, arquivou a denúncia com base no pedido de Rodrigo Janot, ex-procurador-geral da República.

“Arquivamento do Termo de Declaração nº 45 (Anexo XLV) e documentação correlatada (Fls. 1534 e 1538) uma vez que os fatos narrados são manifestamente atípicos, pois o eventual delito de falsidade ideológica (“caixa-dois”) (CE, art. 350), não ultrapassou a fase de cogitação”, disse Janot em seu pedido e que foi acatado por Fux no dia 29 de maio deste ano.

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A citação ao governador de Mato Grosso ocorreu no termo 45 da delação de Nadaf que foi aceita pelo Ministério Público Federal (MPF) e homologada pelo próprio Fux, que determinou o desmembramento de algumas partes para o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Ministério Público Estadual (MPE).

Nadaf disse em sua delação que o empresário Alan Malouf o procurou para marcar uma reunião entre Taques e o governador da época, Silval Barbosa. “Durante a eleição para governador do Estado de MT, aproximadamente em agosto de 2014, Alan Malouf, empresário e amigo do declarante [Pedro Nadaf], ocupava o cargo de coordenador financeiro do então candidato Pedro Taques; Alan Malouf procurou o declarante, tendo por finalidade agendar encontro entre Silval Barbosa e Pedro Taques; Com a anuência de Silval Barbosa, a reunião foi marcada na residência de Alan Malouf (Condomínio Japuíra, Santa Rosa, Cuiabá-MT); O declarante acompanhou Silval Barbosa até o local da reunião e quando chegaram estavam presentes apenas Alan Malouf, Pedro Taques, Silval Barbosa e o declarante; Silval Barbosa ficou reunido com Pedro Taques em uma área externa no fundo residência, enquanto isso o declarante e Alan Malouf permaneceram na sala e percorrendo cômodos da residência”, diz trecho da delação.

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