Imagem: fO poderio feminino não se resume à capacidade de gerar outro ser, mas de gerar o que bem desejar. A atriz, bonequeira e diretora de teatro, Raquel Mützenberg, a exemplo, escolheu ser um casulo que dá à luz, ideias.

O espetáculo Re-parir-se Maiêutica foi encenado neste domingo (7), em Rondonópolis, e defendeu a emancipação e autonomia feminina por meio do autoconhecimento e a defesa poética do sagrado feminino.

Depoimentos, textos filosóficos, registros audiovisuais e a pesquisa sobre o teatro de formas animadas se emaranharam em seu íntimo e a partir daí a artista gerou o projeto que foi ponto de partida para a dissertação de mestrado de Raquel. Levado a campo, tomou as ruas de vários lugares do país – por iniciativa própria e em circulação pelo Palco Giratório do Sesc – além, de Santiago, no Chile e ainda no Minho, em Portugal.

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Nestes, Raquel expôs o parto nas ruas e espaços alternativos, diluindo a organicidade e magia da concepção à aridez e concretude das cidades.

Re-parir-se Maiêutica parte de uma pesquisa em teatro de animação selecionada para o Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea da Universidade Federal de Mato Grosso. Recentemente, o espetáculo que foi lapidado ao longo do estudo, foi aprovado no edital Circula MT, idealizado pela Secretaria de Estado de Cultura.

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