Mais um líder do PCC é assassinado na Zona Leste de São Paulo. Wagner Ferreira da Silva, de 32 anos, conhecido como Wagninho Guarujá ou Cabelo Duro, foi executado no início da noite desta quinta-feira (22) na porta de um hotel, no Jardim Anália Franco, bairro nobre da Capital.

Silva, principal nome do Primeiro Comando da Capital na Baixada Santista, passava em frente ao hotel Blue Tree Towers, na altura do número 960 da Rua Eleonora Cintra, quando foi atacado por ocupantes de uma picape Mitsubishi L200 Triton branca.

Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que Wagninho corre em direção ao hotel, na tentativa de escapar. Ele cai ao lado de um Toyota Corolla preto e é baleado várias vezes pelos criminosos, que usavam fuzis, além de coletes balísticos e capuzes.

Vários veículos de hóspedes estavam parados na baia de acesso ao hotel. Houve pânico e correria, e duas mulheres que saíam do Corolla também foram atingidas por disparos.

As vítimas, cujas identidades não foram divulgadas, foram socorridas nos Hospitais Vitória e São Luiz, mas ainda não há informações sobre seus estados de saúde.

De acordo com a Polícia Civil, Wagninho é um dos chefes da facção e trabalhava em conjunto com André Oliveira Macedo, o André do Rap, na Baixada Santista e no Guarujá.

Wagner Ferreira da Silva, de 32 anos, conhecido como Wagninho Guarujá ou Cabelo Duro, foi executado na porta de um hotel - Foto/Divulgação
Wagner Ferreira da Silva, de 32 anos, conhecido como Wagninho Guarujá ou Cabelo Duro, foi executado na porta de um hotel – Foto/Divulgação

Um bilhete, apreendido pela Polícia com um visitante na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, Interior de São Paulo, indica que Wagninho havia comunicado a membros do PCC que Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca, maiores lideranças da facção em liberdade, foram executados na última sexta-feira, no Ceará, a mando do traficante Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho.

Segundo membros da inteligência da Polícia Civil, Fuminho seria sócio de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do PCC.

Funcionários do hotel Blue Tree Towers disseram que Wagninho não estava hospedado ali, não tinha reserva em seu nome e também não participaria de evento no local. A área foi isolada pela PM para os trabalhos dos peritos da Polícia Civil.

O homicídio foi registrado no 31º Distrito Policial, da Vila Carrão. Investigadores do DHPP, Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, que assumiu o caso, recolheram cartuchos de calibre 556 no local.

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