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Trote é crime | Foto: Reprodução – Henrique Chendesses

O Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) recebeu mais de 96,6 mil ligações com informações falsas em 2017, um aumento de 34% em relação ao mesmo período de 2016, quando foram registrados 66,2 mil trotes.

Esses números indicam que, na maioria das vezes, os trotes são passados por crianças ou adolescentes que usam o celular, o telefone fixo de casa quando os pais não estão, ou um telefone público.

Diante disso, a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp-MT) passou a realizar palestras nas escolas para alertar os alunos sobre as consequências desse tipo de “atitude/brincadeira”.

De acordo com a Sesp, o que mais preocupa são as falsas comunicações de crimes feitas por jovens e crianças.

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Em 2012, por exemplo, um trote mobilizou cerca de 80 profissionais, com várias viaturas e um helicóptero, causando um prejuízo de R$ 25 mil, dinheiro público que poderia ser aplicado no atendimento de outras ocorrências onde realmente pessoas precisavam de ajuda. Na época, o autor da ligação foi identificado e preso.

Segundo um levantamento do senado federal publicado em 2015, as falsas ligações para número de emergência podem custar ao país cerca de um bilhão por ano.

Trote é crime:

Segundo o Art. 266 do Código Penal apresenta o seguinte: “Interromper ou perturbar o serviço telefônico” é crime e o infrator poderá incorrer em pena de detenção de um a seis meses ou multa; e o presente artigo se enquadra em qualquer caso e vítima.

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