Documentário que conta sobre a trajetória de Rodrigo Minotauro será lançado no início de abril - Foto/UFC
Documentário que conta sobre a trajetória de Rodrigo Minotauro será lançado no início de abril – Foto/UFC

A vida de Antônio Rodrigo Nogueira, o Minotauro, nunca foi fácil. E os 70 minutos do documentário “Minotauro”, produzido pela Hungry Man e coproduzido pelo Canal Combate, em parceria com o UFC, combinam com precisão imagens de lutas e depoimentos de adversários, amigos, jornalistas e familiares para ilustrar a permanente busca do baiano de Vitória da Conquista pela superação das adversidades. Dirigido por Fernando Serzedelo e JC Feyer, o documentário terá première mundial no próximo dia 8 de Abril, no Rio2C.

Responsável pelo projeto do documentário desde o princípio, Fernando Serzedelo começou a documentar os momentos mais importantes e imperdíveis da trajetória de Rodrigo. – Conviver com o Rodrigo ao longo deste tempo foi inspirador para além do filme – resumiu.

JC Feyer conta que acompanhou, como fã, a trajetória nos ringues e octógonos de seu futuro personagem. O desafio que se impôs, ao lado de Fernando Serzedelo, foi o de retratar um lutador de MMA de uma forma sensível e original, e conseguir passar para a tela um pouco da grandeza de Minotauro como homem.

– Ele rompe completamente o estereótipo do lutador moderno, e resgata os valores mais importantes das artes marciais: respeito, hierarquia e disciplina. Rodrigo representou nosso país como poucos, é um grande ídolo, que precisa ser apresentado como lutador e ser humano – acrescentou Feyer.

Desde o momento inicial do projeto, Minotauro demonstrou sua preferência pelo formato de documentário, para contar sua vida. JC Feyer e Fernando Serzedelo imprimiram um tratamento cinematográfico ao doc, o que se traduziu na escolha de uma equipe de cinema para Direção de Fotografia, a cargo de Gustavo Hadba, Michelle McCabe e Fernando Young.

Entre o épico duelo contra o monstro americano Bob Sapp, no Pride 2002, que abre o filme, e o confronto com Brendan Schaub, na primeira vez em que Minotauro disputou o UFC no Brasil, o espectador vê o brasileiro de muletas, depois das diversas cirurgias a que precisou se submeter, na carreira, ouve que Minotauro lutou pela própria vida, quando um caminhão passou por cima dele, na infância, e entende por que, mais do que uma estrela do esporte, ele é considerado autêntico heroi.

Convidada pelo lutador para ver de perto a grandiosidade do Pride, a jornalista Glória Maria produziu uma reportagem para o Fantástico, em 2003, e testemunhou o impacto que, já àquela época, Minotauro já despertava. – Mal podíamos sair às ruas com ele, tamanho era o assédio dos japoneses, que a todo tempo lhe rendiam homenagens. Para nós, que pouco conhecíamos o universo das lutas, era estranho ver como brasileiros faziam tanto sucesso do outro lado do mundo – lembra.

A reportagem, mostrada no documentário, marca a descoberta do MMA pela grande imprensa. – Era incrível assistir às apresentações dos lutadores. Eram como astros de rock -. Minotauro lembra que aquela edição do torneio japonês teve um público de 87 mil pessoas.

Feliz com o resultado do filme, Minotauro destaca que ele enfatiza sua luta insistente pela superação, por honrar o lema que sempre o guiou, “jamais desistir”, além de mostrar o esforço que sempre fez pela divulgação do MMA no Brasil.

– Eu fico muito feliz em documentar tudo isso. Começamos o documentário em 2011 e foi uma volta, porque eu operei o quadril e aí a gente estava voltando após três cirurgias, onde fiquei afastado por praticamente um ano. Fizemos um treinamento com muita fisioterapia, que durava de 6 a 7 horas, todos os dias, para conseguir entrar no UFC Rio, e foi o primeiro UFC que passou no Brasil em TV aberta. Foi a volta do UFC ao Brasil depois de 14 anos, então trata de como a gente lidou com isso tudo, a divulgação do esporte. Falamos da minha carreira e como influenciei pessoas a assistir o esporte, a visão de uma pessoa comum a ingressar no esporte. Nosso documentário fala, além da superação, também da divulgação do MMA, que foi um negócio novo na época, com a chegada do UFC no Brasil e também conta o meu lado pessoal, minha vida mais íntima, com meus familiares, meu pai, minha superação no Japão na época do PRIDE. Com isso, chega ao UFC Rio e minha vinda ao Brasil depois de um tempo. Conseguimos documentar isso em fatos reais. Tivemos propostas para fazer um filme, mas preferimos ir pelo caminho do documentário. Mostrar a realidade, o depoimento das pessoas que foram importantes na minha carreira e na minha vida pessoal. É tudo muito original e verdadeiro. Quem puder assistir, vai ficar muito feliz com o resultado – destacou Minotauro.

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