Imagem: joyce 1968
Capa da edição digital do álbum ‘Joyce’, de 1968 (Foto: Divulgação / Universal Music)

Cantora profissional desde 1964, Joyce Moreno lançou o primeiro álbum solo quatro anos depois. Gravado em 1967 e editado em meados de 1968 pela extinta gravadora Philips, o álbum Joyce completa 50 anos em 2018, ano em que ganha remake gravado pela cantora, compositora e violonista carioca com o título 50, com diversos convidados (Alfredo Del-Penho, Danilo Caymmi, Marcos Valle, Roberto Menescal, Toninho Horta e Zélia Duncan, entre outros) e com duas músicas inéditas como faixas-bônus. Uma dessas duas músicas é A velha maluca.

Além do remake, o álbum – editado em CD no Brasil somente uma única vez, em 2002, mas já fora de catálogo – também ganha edição digital, recém-disponibilizada nas plataformas de streaming. O álbum Joycechegou ao mercado fonográfico um ano após a artista ter recebido algumas vaias machistas da plateia da segunda edição do Festival Internacional da Canção.

Nessa edição do FIC, exibida em 1967 pela TV Globo, Joyce defendeu composição de autoria própria, Me disseram, escrita sob ótica feminina, com letra motivadora da vaia por conta dos versos “Já me disseram / Que meu homem não me ama”, inovadores numa época em que as mulheres ainda não tinham voz como compositoras tradutoras explícitas das percepções, amores e anseios femininos.

O álbum Joyce ostenta o violão de Jards Macalé nas gravações das 11 músicas que compõem o repertório predominantemente autoral. Macalé é também o parceiro de Joyce em uma dessas músicas, Choro chorado, que figura no álbum ao lado de composições como Cantiga de procura, Improvisado e Não muda, não.

Curiosidade: na capa do álbum Joyce, a artista aparece em foto clicada por Pedro Moraes, filho de Vinicius de Moraes (1913 – 1980), admirador da obra e do canto da artista desde o início da carreira de Joyce. Vinicius assina o texto da contracapa do LP original, escrito por sugestão do próprio poeta e compositor carioca. Vinicius também está presente no disco através da regravação de Anoiteceu (1966), parceria do compositor poeta com Francis Hime.

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.