Em jogo da segunda rodada do Grupo C, Dinamarca e Austrália se enfrentaram em Samara - AFP
Em jogo da segunda rodada do Grupo C, Dinamarca e Austrália se enfrentaram em Samara – AFP

Sem inspiração de ambos os lados, os torcedores na Arena Samara viram uma Dinamarca começar com bom toque de bola, ser melhor no primeiro tempo e depois sucumbir à mediocridade, enquanto a Austrália superou a falta de qualidade com muita vontade e dominou a segunda etapa. Pelo apresentado em campo, o 1 a 1 ficou de bom tamanho e o destaque ficou para mais uma participação do árbitro de vídeo, determinante para o pênalti que originou o gol de empate australiano. Com o resultado, o Grupo C só será definido na última rodada: dinamarqueses, com quatro pontos, podem empatar com a França para se classificar às oitavas de final da Copa do Mundo e australianos, com um ponto, precisam vencer o Peru para seguir sonhando.

A Dinamarca não demorou a abrir o placar, aos sete minutos, em ótima troca de passes que culminou num belo toque de Jorgensen para Eriksen soltar a bomba e fazer 1 a 0. Com a vitória na primeira rodada, os dinamarqueses rumavam tranquilamente para a classificação. Foram 30 minutos de domínio do campo e o segundo gol só não saiu porque Jorgensen errou uma cabeçada inacreditável, após outra ótima troca de passes de sua equipe.

Só que, aos poucos, a Austrália compensou a pouca qualidade com muita vontade e tomou conta do jogo. Ao abusar dos cruzamentos, os australianos tiveram sorte de a bola bater na mão de Poulsen dentro da área em uma cabeçada de Leckie. O árbitro de vídeo mais uma vez entrou em cena nesta Copa e o juiz espanhol Antonio Mateo, ao rever o lance na TV, marcou pênalti. Foi o segundo do jogador dinamarquês, que já havia cometido outro contra o Peru. O capitão Jedinak, autor do gol contra a França, cobrou aos 38 e empatou. Foi o primeiro gol sofrido pelo goleiro Schmeichel após 9 horas e 32 minutos defendendo a Dinamarca.

O empate deixou o jogo mais aberto na segunda etapa, o que não quer dizer que ficou bom. A Dinamarca voltou a tentar chegar ao ataque trocando passes enquanto a Austrália apostava na força e na velocidade. Em comum, faltou criatividade e, principalmente, qualidade. Um chute de Sisto desviado e uma chegada perigosa de Leckie, sem conseguir completar o cruzamento, foram os únicos lances de emoção em 25 minutos.

A partir de então as chances começaram a aparecer, em finalizações de fora da área. Pela Austrália, Mooy soltou uma bomba e Rogic chutou fraco. Pela Dinamarca, Sisto fez a bola passar rente à trave. Precisando da vitória, os australianos foram melhores e se lançaram ao ataque no fim. Até criaram duas boas jogadas, parando em Schmeichel, que fez grande defesa em chute de Leckie, na melhor chance da segunda etapa.

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