Imagem: Compartilhar a vida dos filhosAntes todos os registros da infância eram guardados em álbuns. No mundo digital, eles encontraram outro ambiente para serem armazenados: as redes sociais. Nem é necessário um momento tão especial para que uma nova publicação seja realizada. Em muitos casos, registros da rotina da criança são compartilhados. Pesquisa realizada pela empresa de segurança virtual Kaspersky Lab mostrou que 66% dos pais divulgam na rede fotos e vídeos dos seus filhos e 18% publicam as imagens em perfis abertos.

Compartilhar as novas conquistas dos rebentos com o mundo é um instinto quase que natural e a internet permite que isso seja feito de forma ainda mais rápida. Em 2017, o Facebook anunciou que chegou a 2 bilhões de usuários – o equivalente a 26% da população mundial. E o Instragram, já possui mais de 700 milhões de usuários. Apesar de ser bom poder dividir os bons momentos com familiares e amigos, até que ponto isso é seguro?

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Segundo a psicóloga Niliane Brito expor uma criança nas redes sociais é uma atitude que envolve muitos riscos. “Não sabemos quem está do outro lado e quais são as reais intenções das pessoas que estão vendo as fotos que publicamos”. Na opinião da psicóloga é importante ter um equilíbrio em tudo na vida e os pais precisam se perguntar se realmente existe a necessidade de se publicar cada detalhe da vida dos filhos. “Tudo em exagero é prejudicial. É muito difícil mudar e obter o equilíbrio necessário, mas isso não é algo impossível e uma terapia pode ajudar nesse processo”, explicou a especialista.

Quando o assunto é segurança, a psicóloga ressalta que é aconselhável evitar postar fotos em que apareça o uniforme da criança, nudez e a localização. “Não podemos facilitar e nem deixar que as redes sociais se tornem um álbum de família. A internet é uma rede de compartilhamento ilimitado. Nunca sabemos o real alcance das coisas que publicamos e não conseguimos criar uma rede de proteção”, concluiu.

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Camila Almeida está prestes a completar onze anos, mas alguns momentos da sua rotina já estão sendo compartilhados em um perfil do Instagram que leva o seu nome e já está perto de chegar a 3 mil seguidores. A conta é da sua mãe, Juliana Silva, de 29 anos e estudante de Fisioterapia, mas a estrela não é ela. Segundo Juliana, tudo começou de uma forma natural e é assim até hoje. “Não vejo nada de errado nisso. Eu respeito os limites da minha filha e compartilho apenas coisas simples do seu dia a dia, como um simples passeio no shopping”, assegurou.

Apesar de já ter onze anos, Camila não se interessa pelas redes sociais e utiliza apenas o Youtube, mas é sempre monitorada por sua mãe. “Ela só usa aos fins de semana e eu sempre estou por perto observando o que ela está assistindo. Independentemente da idade, é importante que os pais monitorem o que realmente as crianças estão fazendo. O mundo está muito cruel e tudo precisa de limite”, conclui Juliana.

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