Bazuca, que tem capacidade para perfurar tanques de guerra e destruir edificações, foi localizada no Grande Recife -Foto: Polícia Civil/Divulgação
Bazuca, que tem capacidade para perfurar tanques de guerra e destruir edificações, foi localizada no Grande Recife -Foto: Polícia Civil/Divulgação

A bazuca apreendida no Grande Recife seria usada para ataques a carros-fortes e agências bancárias. Segundo a Polícia Civil de Pernambuco, o armamento é de uso exclusivo das Forças Armadas e tem capacidade para perfurar tanques de guerra e destruir edificações.

“Certamente, esse equipamento seria entregue a uma organização criminosa”, afirmou o delegado Vinícius Notari, titular do Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri).

Na ação, realizada em Jaboatão dos Guararapes, os policiais encontraram mais duas armas de uso restrito. Os três presos são o policial militar de Alagoas Gedalis Miguel da Silva, o motorista Charles Francisco Dantas Júnior e o atirador e colecionador de armas André Filipe Cardoso Lemos Santiago.

Os detalhes sobre a operação que resultou na apreensão da bazuca foram repassados nesta quarta-feira (8), durante entrevista coletiva no Recife. “É um equipamento usado em guerras e que pode ter vindo da Bolívia ou de outro país da América Latina”, afirmou o delegado.

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O Notari explicou que a bazuca, como é conhecida popularmente o lançador de granadas ou rojões, passa por um processo de rastreamento para saber a origem.

“Ainda não identificamos pela numeração, se é do Exército Brasileiro. Sabemos que é uma arma usada em guerras para perfurar blindados. É um armamento de poder de fogo muito alto”, afirmou.

A polícia ressaltou que Charles é o elo entre o grupo flagrado com o armamento e a organização criminosa. O motorista confessou ter ligação com um presidiário e também que recebia pedidos para transportar armas.

“O PM de Alagoas pegou a bazuca com um colecionador e repassaria para André Felipe. Ele disse que receberia R$ 2 mil pelo serviço”, afirmou o policial.

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A bazuca e as outras armas apreendidas, uma pistola pertencente ao PM e um revólver que estava com o colecionador, foram encaminhados para o Instituto de Criminalística (IC), no Recife.

Dinâmica
O delegado adjunto do Depatri, Luiz Alberto Braga, explicou que a operação foi desencadeada a partir de informações repassadas à polícia sobre uma negociação de uma bazuca na Rodovia BR-232, em um posto de combustíveis.

Quando os policiais fizeram a abordagem, encontraram a bazuca um veículo, onde viajavam o PM de Alagoas e Charles. “Soubemos que André Felipe estava em um banco no Centro do Recife, esperando o pagamento. Fomos lá e prendemos o colecionador, que portava um revólver 357”, comentou.

O delegado-adjunto ressaltou que todos foram autuados por comércio ilegal da bazuca. “Eles não podiam fazer a transação do lança rojão ou granadas. Antes na negociação, tem que pedir autorização ao Exército é checar esse é uma transação para colecionar. Não foi apresentada documentação nem cadastramento e m acervo patrimonial”, declarou.

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Diante da autuação, os três podem receber penalidades de quatro a oito anos de prisão. “Isso pode aumentar, caso fique comprovado que arma veio de fora do Brasil. Isso seria tráfico internacional de armas”, acrescentou.

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