A maioria dos estudantes do ensino superior precisa conciliar estudo e trabalho. Outros preferem estagiar logo nos primeiros semestres e ainda tem aqueles que decidem apostar no seu próprio negócio ainda na faculdade. Segundo pesquisa do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), a taxa de empreendedorismo no país é a maior dos últimos 14 anos. Entretanto, grande parte dos universitários não possui uma visão empreendedora ou não acredita que é possível unir essas duas possibilidades.

Na hora de começar a empreender podem surgir muitas dificuldades mas isso não quer dizer que o negócio não possa dar certo. E nem é necessário ter uma ideia tão genial ou diferenciada para começar, principalmente, se objetivo inicial for conseguir um trocadinho extra. Investir em algo que te deixe dentro da sua zona de conforto também é uma opção, como por exemplo, se você for dá área de design e tiver habilidade para desenhar, porque não começar produzindo caricaturas dos seus colegas de sala?

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Ter uma nova renda foi o que levou a estudante de Enfermagem Jéssica Lopes, de 24 anos, a vender brigadeiros na faculdade. Por estudar em uma Universidade Federal em tempo integral, ela não pode trabalhar. “Dependo financeiramente dos meus pais, mas desejava ter uma certa autonomia e não recorrer a eles o tempo todo. Então, decidi vender algo na faculdade e me encontrei na confeitaria”, conta Jéssica.

A estudante de Enfermagem começou vendendo o doce tradicional e, hoje, trabalha com brigadeiros gourmet. Além disso, ela também está se especializando em trabalhar com chocolates e Naked Cake. “Procuro sempre fazer cursos de confeitaria para aprimorar meu conhecimentos”, assegurou. O que começou sem grandes pretensões na faculdade, está crescendo ao poucos. Jéssica já tem uma conta no Instagram intitulada @xododepanela e já produz doces para festas infantis e casamentos.

O negócio de Jéssica é essencial para os gastos que ela tem com a sua graduação. “Por estar na faculdade, muitas vezes, o dia inteiro, preciso gastar com deslocamento, almoço e xerox. Mas o dinheiro com as vendas dos doces me ajuda muito nas saidinhas do fim de semana também”, brincou. Além de querer trabalhar na área da enfermagem, Jéssica também tem vontade de aprimorar o seu trabalho, se tornar uma confeiteira conhecida e inspirar outras pessoas.

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Há oito meses, Leticia Le Carré também começou a empreender. Diferente de Jéssica, sua vida nos negócios começou bem por acaso. “Depois de perder um brinco que gostava muito, peguei uns materiais de minha mãe e tentei fazer um novo. Depois disso, não parei mais de produzi-los”. Leticia postou as suas produções no instagram e quase que como mágica recebeu vários elogios e mensagens de pessoas interessadas em comprá-los.

A estudante de Bacharelado Interdisciplinar em Artes agarrou a oportunidade de uma renda extra. “Essa não é a minha principal forma de ganhar dinheiro, mas não descarto a possibilidade de um dia abrir uma loja e fazer disso a minha principal receita”, planeja a empreendedora que também utiliza o Instagram – através da conta intitulada @brincando_brincos – como meio principal para divulgação e venda dos brincos.

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Com a crise e boa dose de criatividade dos brasileiros, o empreendedorismo universitário tem se tornado uma tendência nas instituições de ensino nos últimos anos. E muitas delas, já incluíram matérias sobre o assunto em suas grades e oferecem atividades extracurriculares a respeito do tema. Se o seu sonho for empreender além dos muros de uma instituição de ensino, saiba que o Educa Mais Brasil pode te ajudar. O programa educacional oferece pós-graduação na área do empreendedorismo e você ainda pode conseguir uma bolsa de estudo de até 50% para começar sua especialização. Não perca tempo, acesse o site do Educa Mais Brasil e confira todas as oportunidades disponíveis na sua região.

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