Imagem: mauro mendes na nelore mt
Foto: assessoria

O candidato a governo do estado Mauro Mendes (DEM) recebeu um documento contendo várias reivindicações que visam o fortalecimento da cadeia produtiva da carne na noite desta quarta-feira (27). O evento ocorreu na capital, reunindo as principais lideranças do setor da pecuária.

A mesma pauta também já foi entregue ao candidato a reeleição, Pedro Taques (PSDB), no mês de agosto, e ao Wellington Fagundes (PR), na segunda-feira (24). O atendimento a essas demandas permitirá a Mato Grosso, que possui maior rebanho bovino do país, com aproximadamente 30,3 milhões de animais, expandir a exportação atualmente limitada a 20%.

Para o consultor da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Amado de Oliveira Filho, hoje o custo de produção é muito elevado, devido a inúmeras limitações tributárias, de infraestrutura e ambientais, que o mercado da carne mato-grossense mesmo possuindo grande potencial não consegue avançar.

“Estamos entregando essa pauta para todos os candidatos com o intuito de reforçar que o cargo exige mais que gestão, há que se exercer a habilidade de estadista. Além disso, somos um estado agroambiental em que a maioria dos 66% da cobertura vegetal preservados estão dentro de propriedade privadas, o que requer um olhar diferenciado”.
Assinado pelas principais instituições, que são Acrimat, Associação dos Criadores Nelore (ACNMT) e Sindicato Rural de Cuiabá, o documento possui cinco eixos que permeiam questão tributária, fundiária, econômica, infraestrutura e meio ambiente. Uma das principais exigências é a aplicação de 100% do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) nas rodovias e o fim do Fethab 2 até dezembro.

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O presidente do Sindicato Rural de Cuiabá, Jorge Pires de Miranda, que também é vice-presidente da ACNMT, frisou que atualmente as regras não estão claras e é muito comum a política econômica do governo mudar no meio do jogo, penalizando os empresários. “Queremos estradas boas, sinalizadas e uma gestão que não iniba o setor produtivo que gera riquezas a Mato Grosso”.

Mauro Mendes, que foi prefeito de Cuiabá e presidente do Sistema Federação das Indústrias (Sistema Fiemt), diz já conhecer a pauta dos pecuaristas. “Vamos assumir um estado com dívida superior a R$ 4 bilhões, ou seja, quebrado. Diante deste quadro, teremos de avaliar como enfrentar a necessidade urgente de investimentos. Mas concordo com os senhores, não há justificativa para que o Indea esteja nessa situação lastimável”.
Na avaliação do pecuarista e candidato ao Senado, Jayme Campos (DEM), o cenário político nacional influencia o estadual, já que o Brasil precisa de uma nova liderança que coloque em prática a reforma política e tributária, promovendo um ambiente favorável ao crescimento. “É lastimável que sejamos o maior produtor em diversas commodities, mas ainda reféns do transporte rodoviário, temos que mudar isso, ter outros modais, como ferrovias e hidrovias”.

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Também candidato ao Senado pelo mesmo grupo, Carlos Fávaro (PSD), que é produtor rural, ex-vice-governador e secretário da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) entre 2016 e 2017, entende as angústias externadas. “Infelizmente a gestão pública ainda se posiciona mais como atrapalhadora. Para avançar, temos que ajudar o estado a fazer o que tem vocação: produzir alimentos para o mundo”.
Participaram da reunião diversas lideranças da pecuária, entre elas, o diretor da Nelore, Vicente Falcão, que fez a abertura da reunião; também o senador Cidinho Santos (PR) e o ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta (PDT), candidato a vice-governador pela chapa de Mauro Mendes.

Os outros candidatos

Wellington Fagundes frisou para o setor que o estado precisa criar um programa voltado para o desenvolvimento da política agrícola que reúna todos os setores. “Tenho 27 anos como parlamentar e nunca vivenciei uma crise política e econômica tão severa. Diante deste cenário, vamos nos pautar no diálogo e no bom senso”.
Já o governador Pedro Taques (PSDB), garantiu aos produtores o fim do Fethab 2 no mês de dezembro, conforme previsto, e a continuidade de ações que promovam avanços na política econômica e ambiental do estado. “Queremos continuar avançando em todas as áreas”.

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