“Quem canta, seus males espanta”. O conhecido ditado popular tem fundamento. A música, seja ao cantar ou ao ouvir, traz benefícios à saúde. Então, o cantarolar embaixo do chuveiro, muito além de um hábito ou brincadeira, pode ser um remédio para aliviar a tensão do dia a dia. “Ao cantar espanto meu estresse, os problemas, tudo. Para mim a música é uma terapia”, afirma a professora Thais Schmidt.

E muito além de aliviar as tensões do dia a dia, o canto fez Thais superar a timidez. Com músicos na família, ela sempre teve vergonha de cantar nas reuniões familiares, embora morresse de vontade. Há nove anos, decidiu fazer os testes de audição para participar do Coral Minaz Pop e deixou de lado o medo de soltar a voz. “Antes, até fazer uma apresentação de um trabalho de faculdade já era um martírio. No coral são várias pessoas juntas, cada uma com suas dificuldades. Lá consigo ficar leve e solta, é um momento muito prazeroso”, declara.

Leia também:  Loira, Jojo Todynho ganha elogios dos fãs

Cantar trouxe benefícios à saúde física e emocional de Thais. Reduziu seu estresse e trouxe satisfação pessoal. “Principalmente, na correria dos dias de hoje, o coral e a música nos revelam uma outra possibilidade, de estar com as pessoas. Faz bem para o corpo e para a alma. Além da integração nos encontros familiares, já que agora não fico só cantando no chuveiro”, diz.

E assim como para a professora, a música tem trazido diversos benefícios para outras pessoas. Ela ativa o centro de prazer do cérebro, liberando dopamina (neurotransmissor do prazer) e promovendo uma sensação de bem-estar. Daí ser utilizada para tratamento de vários problemas, por terapeutas e médicos.

“Têm sido feitas muitas pesquisas no campo da neurologia para comprovar o poder mobilizador da música e dos benefícios na saúde”, diz a musicista e pianista Alcita Coelho, da escola Viva Música, especialista em musicoterapia.

“Seu papel é fundamental na profilaxia de determinadas doenças, pelo próprio bem-estar que promove, pelos efeitos na saúde física e emocional, independente da forma como a pessoa a busca”, acrescenta.

Leia também:  Karol Conka anuncia single do álbum que lança em novembro

Ao cantar, mexemos com o corpo e a mente

Se o cérebro processa o som, o corpo sente os efeitos dele. “A música faz bem para a saúde, não só por conta dos estímulos sonoros que chegam ao cérebro, mas a prática musical mexe com vários sentidos e com o corpo, como o reflexo e a atenção”, diz a maestrina e diretora artística da Companhia Minaz, Gisele Ganade.

Gisele detalha que a música cantada cria várias reações no corpo, porque se trabalha com respiração, relaxamento muscular e articulações. “Antes dos ensaios vocais de coral, por exemplo, é feito um alongamento para soltar a musculatura e sentir melhor o corpo na hora de cantar. Quando se canta há vários movimentos coordenados de músculos, como o abdômen”, explica Gisele.

E o fato da pessoa estar concentrada no som que se está produzindo e nos dos demais integrantes, desenvolve a atenção. “Principalmente nas crianças e adolescentes, a música promove uma transformação no sentido de ganho de atenção na escola, aumenta o interesse em aprender coisas novas, assim como ajuda no desenvolvimento do raciocínio”, comenta a diretora artística que está à frente dos corais da Minaz há 26 anos.

Leia também:  Marília Mendonça enumera músicas inspiradas em sua realidade amorosa

Já para pessoas na terceira idade, Gisele destaca que tem presenciado nesse período a transformação que a música oferece à vida dessas pessoas. “Proporciona vontade de fazer as coisas e muda o foco de problemas que podem levar à depressão, por proporcionar a sensação de prazer”, cita.

A aposentada Cidinha Ignacio canta desde criança e há 26 anos integra o Coral Minaz. Para ela a música é uma paixão e traz benefícios a sua vida. “Faz bem ao coração, a alma, a mente e alivia o estresse. Quando se está um pouco mais agitada, ouvir uma sinfonia ou Mozart tem o poder de acalmar”, declara. “Ao invés de ir a um psicólogo, faço aula de canto. Cantar é uma terapia”, acrescenta.

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.