Imagem: Dr. Mardem Machado
Foto: assessoria

O mês de setembro é lembrado por ser muito colorido e não é somente pela chegada da primavera. No setor da saúde, as cores representam todas as campanhas de conscientização que abordam assuntos, muitas vezes, esquecidos ou pouco abordados em meio a rotina. Dentre eles, o Setembro Amarelo, Setembro Vermelho e Setembro Dourado. Mas hoje quero destacar o Setembro Verde, movimento de conscientização sobre a prevenção do Câncer Colorretal (Câncer no Intestino e Reto).

Embora seja pouco divulgado, segundo o Instituto Nacional do Câncer o câncer colorretal é um dos mais incidentes no mundo e no Brasil, com mais de 36.300 casos em 2018. Além disso, é o segundo mais frequente nas mulheres (após mama) e o terceiro nos homens (após próstata e pulmão).

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As causas podem variar, mas a exposição das células do intestino a fatores de risco, como hábitos pouco saudáveis, pode fazer surgir um pequeno pólipo que, com o passar dos anos, pode se transformar em um adenocarcinoma (câncer).

O Adenoma é o nome do pólipo que demora, geralmente, em torno de dez anos para evoluir para o câncer e aparece a partir dos 40 anos. Durante os dez anos de evolução, é possível fazer uma endoscopia do intestino para identificar o pólipo e quando em fase inicial, pode ser retirado durante o próprio procedimento, que é indolor e feito a base de sedação.

A colonoscopia é um dos métodos de investigação e deve ser realizada a partir dos 45 anos de idade, de cinco em cinco anos, isso em paciente que não possuem queixa nenhuma de problemas ou histórico familiar da doença.

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A Sociedade Americana de Câncer informou que o exame passou a ser obrigatório a partir dos 45 anos. Já que a idade aumenta o risco de ser acometido pela doença, segundo pesquisas, 30% das pessoas com 50 anos de idade já possuem o pólipo que pode evoluir e se tornar câncer intestinal.

Uma das características do tumor é que ele leva anos para se desenvolver e pode ser prevenido, já que está relacionado principalmente a hábitos alimentares incorretos, obesidade, sedentarismo e tabagismo.

O tratamento do câncer colorretal vai depender do estágio da doença, da lesão e do tamanho. Por isso, vale reforçar a importância de estar alerta, já que ele pode se desenvolver mesmo sem apresentar sintomas e, se descoberto no início, tem grandes chances de cura.

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Especialistas apontam formas de prevenção, como aderir hábitos saudáveis, como não fumar, consumir pouca gordura, manter uma dieta balanceada e rica em fibras, com ingestão de frutas e verduras e praticar regularmente atividades físicas.

Mardem Machado é proctologista e diretor clínico do Instituto de Gastroenterologia e Proctologia Avançado (IGPA)

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