Equipes de resgate buscam por vítimas presas em mina após passagem do tufão Mangkhut pelas Filipinas - Tufão Mangkhut deixou edifícios destruídos em sua passagem pelas Filipinas - Foto: REUTERS/Erik De Castro
Equipes de resgate buscam por vítimas presas em mina após passagem do tufão Mangkhut pelas Filipinas – Tufão Mangkhut deixou edifícios destruídos em sua passagem pelas Filipinas – Foto: REUTERS/Erik De Castro

A passagem do tufão Mangkhut no último final de semana deixou um rastro de caos e destruição no norte das Filipinas e no sul na China, onde ele segue para o norte e continua a causar estragos como tempestade tropical.

Nas Filipinas, o número de vítimas chega a 65, segundo a última apuração provisória da Polícia Nacional. Além disso, mais de 50 mil pessoas tiveram de deixar as suas casas para se proteger. Já na China, o balanço é de 2 mortos, 213 pessoas feridas e mais de três milhões de deslocados.

O Mangkhut foi acompanhado de ventos de 170 km/h e rajadas de até 260 km/h quando passou pelas Filipinas, na madrugada do último sábado. O tufão, que é o mais poderoso dos últimos cinco anos a atingir o país, causou fortes chuvas, inundações, ondas de até seis metros e causou o deslocamento de dezenas de milhares de pessoas.

As fortes inundações e os deslizamentos de terra causados pelo maior tufão do ano soterraram uma mina e quatro barracões onde viviam os mineradores na cidade de Itogon, no norte das Filipinas.

As autoridades locais iniciaram uma operação de busca e resgate de sobreviventes no local, que foram retomadas nesta segunda-feira (17).

Leia também:  Enchentes deixa dezenas de mortos e vários desaparecidos na França

O prefeito de Itogon, Victorio Palangdan, disse nesta segunda que há 34 mortos. No entanto, não está claro se esse dado está incluído no balanço nacional de 65 mortos no país.

Além disso, teme-se que ainda haja pelo menos entre 40 e 50 pessoas presas no local, por isso, segundo o prefeito de Itogon, o número total de vítimas pode atingir uma centena.

Dois mineradores conseguiram escapar do deslizamento de terra arrastando-se por um túnel da mina, instalação que segundo as autoridades estava fechada desde 2009, embora alguns trabalhadores a explorassem de maneira ilegal.

Palangdan disse que os mineradores ignoraram as advertências da polícia antes da chegada do Mangkhut e se abrigaram na mina.

Tufão Mangkhut deixou edifícios destruídos em sua passagem pelas Filipinas - Foto: Philippine Red Cross/via Reuters
Tufão Mangkhut deixou edifícios destruídos em sua passagem pelas Filipinas – Foto: Philippine Red Cross/via Reuters

“Pensaram que a área era segura e a transformaram em um centro de evacuação para si próprios. As autoridades tentaram convencê-los de que se fossem embora, mas rejeitaram o aviso”, explicou o prefeito em declarações a uma rádio local.

Destruição na China
Depois de devastar a região norte do arquipélago filipino, o tufão atravessou o Mar da China Meridional e passou a uma centena de quilômetros de Hong Kong e perto de Macau.

Neste domingo, o Mangkhut chegou ao sul da China e atingiu a província de Guangdong com ventos de 160 km/h e rajadas de até 195 km/h. Passou primeiro perto de Macau e Hong Kong, uma das cidades mais afetadas, com 213 pessoas feridas e muita destruição.

Leia também:  Policial americano adota bebê de sem-teto dependente de drogas

A emissora de televisão estatal informou que duas pessoas morreram na província de Guangdong.

As autoridades ordenaram a saída de mais de três milhões de pessoas de áreas de risco do sul do país e determinaram o retorno de dezenas de milhares de barcos aos portos. Também suspenderam os serviços de trem de alta velocidade e as aulas.

Em Hong Kong, onde foi emitido alerta máximo antes da chegada do Mangkhut, houve vários danos por causa dos fortes ventos e inundações. O governo local classificou os danos como “graves”.

Segundo noticia o jornal “South China Morning Post” nesta segunda, a cidade ficou durante 10 horas com o alerta de advertência mais alto, enquanto “os edifícios mais altos balançavam, as janelas se quebravam e os andaimes se soltavam dos arranha-céus”. Também houve queda de árvores e áreas inundadas com água na altura da cintura.

O transporte público foi suspenso, assim como quase 900 voos do Aeroporto Internacional de Hong Kong, um importante centro regional e que pouco a pouco está começando a retomar sua atividade.

Leia também:  Duas pessoas morrem e outras 12 ficam feridas em ataque no Canadá

Nesta segunda, os agentes da Proteção Civil retiravam árvores e lama das ruas da cidade, enquanto os moradores passavam por ruas repletas de barro e resíduos para chegar ao trabalho. As escolas permanecem fechadas e muitos ônibus não circulam pela cidade.

Na vizinha Macau, que teve que fechar todos seus cassinos, 20 mil casas sofreram falta de energia elétrica, várias estradas foram alagadas e pelo menos 17 pessoas ficaram feridas.

Outras grandes cidades como Shenzhen e Zhuhai também sofreram danos. Em Shenzhen, ondas gigantescas inundaram um hotel à beira-mar.

Próximos passos
O tufão mais grave do ano continua se movimentando para o noroeste da China, mas agora como tempestade tropical, com uma força cada vez menor, afetando as províncias e regiões de Guangxi, Yunnan e Guizhou.

Na província de Guanxi, 228 mil pessoas foram levadas para abrigos e 98 voos foram cancelados em Nanning, a capital da região.

Espera-se que a tempestade tropical se enfraqueça substancialmente quando passar pela região montanhosa que faz fronteira com Vietnã, Laos e Mianmar.

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.