Homem sendo agredido dentro de pronto atendimento - Foto/Divulgação
Homem sendo agredido dentro de pronto atendimento – Foto/Divulgação

Um homem foi agredido no pronto atendimento da Vila Dirce, em Carapicuíba, na Grande São Paulo, após reclamar da demora na unidade. A agressão, ocorrida por volta das 4h de sábado (29), foi gravada e as imagens circulam nas redes sociais (assista acima).

No vídeo, o professor César Augusto Mendes, de 35 anos, aparece sendo contido por três homens. Um deles lhe aplica uma “gravata”. Mendes perde a consciência, cai de costas, bate a cabeça com força no chão e começa a sangrar. Logo depois é arrastado pelo mesmo homem que deu a gravata.

Mendes contou que acompanhava o irmão que havia sofrido um ataque epilético, e que foi agredido por pelo menos dois seguranças após reclamar da demora no atendimento.

“Eu gritei, chamei a atenção do pessoal e foi aonde o segurança me agrediu, né. Me pegou pelo pescoço, com a mão, me tirou, me afastou da porta. Tentou me aplicar uma gravata, eu saí a primeira vez. Na segunda vez ele tentou, eu consegui me desvencilhar. Aí, quando eu reagi para tirar a mão dele, foi aonde o outro segurança entrou”, contou.

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O professor contou ainda que demorou para receber atendimento depois da agressão. A ficha mostra que ele passou pelo médico às 5h31 de sábado.

“Levantei, um rapaz do raio x me insistiu para eu procurar uma enfermeira para me atender. Aí eu pedi alguma coisa para ele, um papel, e eu fiquei uma hora e meia esperando ser suturado. E vazando o tempo todo”, disse. “Até que trocou o turno e o primeiro médico que entrou fez questão de me atender, foi muito rápido. Me atendeu, suturou.”

A Prefeitura de Carapicuíba disse que abriu uma sindicância para apurar o caso e afirma que o homem que arrastou o professor não é funcionário.

“O rapaz que puxa ele, acaba derrubando e arrasta, ele não era funcionário do município, ele era um acompanhante que se sentiu lesionado devido à demora no atendimento da sua mulher por conta de ele [Mendes] estar impedindo o acesso à emergência”, disse a secretária da Saúde de Carapicuíba, Antonia Maria da Paixão. “Tudo que é devido e necessário de providências a gente já está tomando”, completou.

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A reportagem foi até o pronto atendimento Vila Dirce para ouvir outras pessoas que precisam passar pelo médico. “O atendimento é um pouco precário, cara. Precisa melhorar bastante”, disse o auxiliar de montagem de grua Gugelmir de Souza Silva.

Lá dentro, corredores lotados e nem todos conseguem se sentar à espera do médico. “Nossa, levei umas três horas mais ou menos para ser atendida. Só para passar pelo médico”, afirmou a dona de casa Verônica Maria Silva.

A secretaria também informou que o irmão de Mendes chegou numa viatura do Samu e foi atendido de imediato pela urgência, às 2h57, e que às 3h10 já estava medicado.

Em nota, a Prefeitura de Carapicuíba disse que o comportamento dos vigias não condiz com a conduta e valores da administração municipal, e que a Secretaria de Segurança também abriu sindicância para averiguar esse caso.

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