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Foto: Reprodução/Thinkstock

Um estudo publicado na última semana aponta que os adoçantes mais comuns disponíveis no mercado podem alterar a atuação de bactérias presentes no intestino humano, prejudicando o processo de digestão. A pesquisa foi uma colaboração entre as universidades Ben-Gurion, em Israel, e Nanyang Technological University, no Singapura.

“Minha recomendação é não usar adoçantes artificiais”, afirma Ariel Kushmaro, professor de Biotecnologia Microbial na Universidade Ben-Gurion e coordenador do estudo, publicado no periódico Molecules.

Sua conclusão acrescenta mais uma evidência à tese de que os adoçantes, apesar de provavelmente não causarem câncer, devem ser consumido com cautela.

Bactérias naturais intoxicadas

Para realizar o estudo, Kushmaro e sua equipe expuseram várias vezes um tipo especial da bactéria E. coli à presença de adoçantes comuns, como aspartame, sucralose e sacarina. Os pesquisadores concluíram que os açúcares artificiais têm um efeito tóxico e estressante sobre as bactérias, dificultando seu crescimento e reprodução.

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Algumas doses de café e soda adoçadas artificialmente seriam o suficiente para dificultar o processamento de açúcares e carboidratos pelo organismo, aponta a pesquisa.

“Não estamos dizendo que [o adoçante] é tóxico para seres humanos”, observa Kushmaro. “Estamos dizendo que pode ser tóxico para as bactérias do intestino, o que, portanto, nos influenciaria”.

Consumidores já se afastam de adoçantes

Outras pesquisas recentes também indicam diferentes riscos no uso constante dessas substâncias. Uma pesquisa com ratos sugeriu que adoçantes alteram a maneira como o corpo processa gordura e energia, enquanto outro estudo aplicado em humanos levou ao aumento das taxas de diabetes, obesidade e pressão sanguínea.

Nos Estados Unidos, o consumo dos tipos mais comuns de adoçantes vem caindo. Consumidores têm preferido o tipo estévia, adoçante natural extraído de uma planta encontrada na fronteira do Brasil com o Paraguai, mas que ainda não teve seu uso regulamentado pelo governo americano porque os pesquisadores também estão cautelosos quanto a seus efeitos no organismo.

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Enquanto não temos conclusões definitivas, a principal recomendação para quem quer cuidar da saúde é moderar o consumo de açúcar – de todos os tipos.

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