Guarda usou arma de choque para deter a mulher - Foto / Reprodução
Guarda usou arma de choque para deter a mulher – Foto / Reprodução

O guarda civil municipal que usou uma arma de choque para tentar impedir uma mulher de usar o celular para gravar a demora no atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Laranjeiras, em Sorocaba (SP), foi afastado por 30 dias do cargo.

De acordo com o prefeito José Crespo (DEM), que se reuniu com o secretariado neste domingo (4), o oficial exercerá atividades administrativas até que o caso seja apurado pela Corregedoria da GCM, que tem um prazo de 30 dias para concluir as investigações do caso.

O corregedor da Guarda Civil Municipal, Dr. Alberto Ferreira, já está com as imagens de monitoramento da UPA e, com isso, começou o trabalho de apuração na manhã desta segunda-feira (5). O guarda envolvido no caso está sendo ouvido desde às 8h pelo corregedor.

Já o corregedor geral da prefeitura, Carlos Alberto de Lima Rocha Júnior, vai ouvir ainda nesta segunda-feira o coordenador da UPA do bairro Laranjeiras. Nos próximos dias serão ouvidos todos os médicos e funcionários que estavam na unidade no dia da ocorrência.

A corregedoria geral da prefeitura também informou que vai analisar todos os prontuários do dia para saber se houve falha dos médicos no atendimento à população. Carlos Alberto tem o prazo de 60 dias para investigar o caso, mas prazo pode ter alteração de acordo com o andamento processual.

Em nota, a Prefeitura de Sorocaba informou que todo cidadão tem o direito de cobrar pelo serviço público de qualidade em todos os setores e que quer contar com a ajuda da população através de sugestões e reclamações.

Para isso, a cidadão pode procurar a ouvidoria da saúde no site da prefeitura ou efetuar a sua reclamação pelo telefone 156, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

Confusão na UPA
As imagens da paciente Célia Ramos, de 42 anos, reclamando da falta de médicos e da demora no atendimento foram transmitidas ao vivo pelo Facebook e viralizaram nas redes sociais.

No vídeo, Célia afirma que estava esperando para ser atendida há muito tempo e, por isso, resolveu mostrar todas as salas da UPA para provar que não havia médicos nos consultórios.

Em determinado momento, um médico aparece pedindo para o guarda municipal controlar a paciente e a chama de descontrolada. Célia passa a discutir com o profissional, que depois se afasta do campo de visão da câmera do celular.

O guarda se aproxima e pede para que a mulher “por gentileza, desligue o telefone” e procure a prefeitura para reclamar sobre a situação. A paciente se nega e os dois discutem. A transmissão é interrompida e, em seguida, Célia aparece caída no chão da unidade de saúde pedindo por socorro.

“Socorro, o cara atirou em mim, na minha hérnia. Pelo amor de Deus, olha isso”, grita no vídeo. A imagem mostra ele guardando a arma na cintura. Em seguida, a mulher se levanta com a ajuda do marido, que, segundos depois, é agarrado pelo guarda. A confusão dentro da UPA durou cerca de meia hora.

Célia foi atendida por um médico no pronto-atendimento. Depois do procedimento, a paciente, o médico e o guarda foram para o plantão da zona norte, onde foi registrado um boletim de ocorrência. Todos prestaram depoimento ao delegado.

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