Imagem: dieta para refluxo
Os vegetais estão entre os grandes aliados de quem sofre com o refluxo. | Foto: Tomáz Arthuzzi/SAÚDE é Vital

Você come aquela pizza deliciosa e, em poucos minutos, vem uma baita queimação? Ao saborear a macarronada, parece que ela fica o dia todo entalada na garganta? Os sintomas de azia e má digestão são tão comuns que muita gente já aprendeu até a conviver com eles – contando com estoques de antiácidos no armário e truques caseiros, claro. Só que a recorrência e outras características incômodas, como regurgitação, dores no peito e na garganta, tosse seca, rouquidão e pigarro, indicam que o problema é mais chato do que se imagina: falamos da doença do refluxo, que afeta 12% da nossa população, o que dá mais ou menos 20 milhões de brasileiros.

Por dentro da alimentação contra o refluxo

Não dá para dizer que os voluntários do experimento americano seguiram uma dieta mediterrânea clássica. Ora, 90% da alimentação deles era composta de ingredientes de origem vegetal. Ou seja, os pescados, grandes estrelas do cardápio original, praticamente saíram de cena.

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Zalvan explica que a orientação tem a ver com a pepsina, uma enzima digestiva. Quando ingerimos proteínas de fontes animais – como os peixes – e alguns tipos de carboidratos refinados, a exemplo de pães e massas, a pepsina começa a agir, tornando nosso estômago mais ácido. Aí, quem tem refluxo sofre o baque. Por isso, o especialista recomenda parcimônia no consumo de carnes, com porções de 80 a 100 gramas em duas ou três refeições por semana.

Leites, queijos e companhia receberam uma plaquinha de alerta dos estudiosos pelos mesmos motivos das carnes em geral. No entanto, a nutricionista Cintya Bassi, do Hospital e Maternidade São Cristóvão, em São Paulo, ressalta que não se pode excluir esses alimentos da dieta sem o acompanhamento de um profissional de saúde – isso porque eles concentram nutrientes essenciais, como cálcio e vitaminas do complexo B.

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No resumo da ópera, o primordial mesmo é tentar caprichar no consumo de alimentos integrais e de origem vegetal, carregados de fibras, vitaminas e minerais. Quanto mais variedade no prato, maior a chance de o corpo responder de forma amigável. “Frutas, legumes, verduras e fontes de gorduras boas, como azeite e oleaginosas, favorecem o funcionamento do trato gastrointestinal”, justifica Cintya. “Desde a digestão até a prevenção da constipação, passando pelo aumento de bactérias boas e equilíbrio da acidez estomacal”, faz questão de detalhar a nutricionista.

5 alimentos antirrefluxo

Frutas: são ricas em fibras e outras substâncias amigas do estômago. Dê preferência às menos ácidas, como banana, maçã e mamão.

Leguminosas: grão-de-bico, feijão e ervilha têm poucas calorias e muita fibra. Se causarem desconforto, fale com o nutricionista.

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Verduras: melhoram a digestão, equilibram a acidez e incentivam a proliferação de bactérias boas.

Oleaginosas: nozes e castanhas são fontes de gorduras boas. Mas consuma sem exageros: cerca de 30 gramas diários.

Água alcalina: tem pH mais básico e, por isso, controla a acidez. Só não exagere – caso contrário, pode ocorrer um efeito rebote.

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