Ultimamente, tenho pensado sobre um problema que afeta a todos. Este problema não está relacionado à falta de dinheiro ou de oportunidades. Diz respeito a algo menos visível.

Sabemos que por um lado querer nem sempre é poder, mas por outro lado não tentar nos impede de conseguir. O que tenho observado é a diminuição, a cada dia, do ímpeto da tentativa.

Com todas as angústias que a sociedade nos impõe, as pessoas estão ficando, gradativamente, com menos esperança. Esta falta de perspectiva leva a uma situação de fracasso antes mesmo da tentativa, ou seja, a pessoa perde para si mesma. Por quê?

Por que nos deixamos influenciar por fatores externos e por que eles arrasam tanto o nosso interior? Será que estamos nos entregando?

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Fala-se tanto sobre conhecimento e informação hoje em dia, porém como anda o conhecimento que temos sobre nós mesmos? Qualquer palavra parece invadir o nosso universo, contaminando todos os cantos de nossa alma.

Na perspectiva do ano que se inicia, como podemos, de certo modo, estar ciente da dimensão da linguagem em nossa saúde emocional? Será que é um caminho simples? Creio que não.

A trilha que nos leva a este entendimento possui estreita ligação com o desapego daquilo que nos faz mal. Nesse âmbito, estão incluídas expressões como: já era, não é pra mim e nem pensar. Por que não podemos trocar essas expressões por: vamos em frente, foi feito pra mim, e penso que posso?

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No tocante às preocupações, talvez a saída seja encará-las, não fingir que somos rochas e mostrar para o espelho que nos ferimos sim, mas somos muito capazes de nos recuperar. Um bom ano para nós todos.

Prosa Júnior.

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