Representando 3% dos acidentes registrados no trecho sob concessão da BR-163, as colisões frontais foram responsáveis por 35% das mortes contabilizadas na rodovia de 1º de janeiro a 30 de novembro de 2018. Dos 107 casos atendidos pela Concessionária Rota do Oeste, 32 deles resultaram em 37 vítimas fatais.

Se comparado com 2016, o número de óbitos em decorrência de colisões frontais apresentou redução. Naquele ano, 52% das mortes registradas na rodovia tiveram como causa este tipo de colisão. As ultrapassagens forçadas ou em locais proibidos são as principais causas deste tipo de acidente.

A chefe Substituta de Operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), inspetora Iara Alves dos Santos, frisa que a redução demonstrada é reflexo da fiscalização realizada pela PRF nas rodovias e a liberação de trechos duplicados, especialmente entre Cuiabá e Rondonópolis. Vale destacar que a PRF tem intensificado o uso dos radares para monitorar a velocidade praticada pelos motoristas, que acabam se excedendo e terminam se envolvendo em outros tipos de acidentes.

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“Os motoristas devem ficar muito atentos durante as viagens, principalmente porque ainda temos trechos com pista simples. Muitas vezes, o motorista sai de uma pista duplicada e entra em uma pista simples, com tráfego afunilado e acaba se envolvendo em acidentes”, orienta a inspetora.

Segundo os dados parciais da Rota do Oeste, em 2018, 69% das ocorrências foram identificadas o envolvimento de automóveis, em 48% os veículos de carga tiveram algum tipo de participação e as motocicletas, 38%. O diretor de Operações da Concessionária, Fernando Milléo, explica que esses números consideram a participação individual, uma vez que pode existir ocorrências envolvendo mais de um tipo de veículo. “Na mesma situação pode ter carro e moto, carro e carreta, entre outras possibilidades”.

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Milléo destaca ainda que embora as ocorrências envolvendo veículos de passeio sejam mais frequentes, casos entre dois veículos de carga são os mais graves. “Em 46% das colisões frontais entre dois veículos de carga, o resultado foi o óbito de um dos condutores. Isso chama a atenção para a importância de não ultrapassar em locais proibidos, não forçar as ultrapassagens. É fundamental ficar atento a este tipo de manobra e seguir as leis de trânsito”.

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