Uma operação da Polícia Civil (PC) e Ministério Público desarticulou uma organização criminosa que fornecia combustível adulterado para Mato Grosso (MT), Espírito Santo (ES), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). A Operação Lídima foi deflagrada nesta segunda-feira (3) e mostra que uma organização criminosa do Espírito Santo adulterava o combustível com água e solvente.

Para quem abastecia nesses postos envolvidos no esquema o prejuízo era certo, já que o combustível batizado danifica o motor e acaba mais rápido, ou seja, o carro abastecido dessa forma bebia mais.

A Justiça do ES determinou que fossem cumpridos 17 mandados de prisão preventiva e oito de prisão temporária, porém apenas 14 mandados foram cumpridos. Ainda foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão. Nenhum no Estado de Mato Grosso.

Conforme informações, componentes e solventes que eram comprados para a fabricação de produtos como tintas e verniz eram desviados para a produção de combustível. Empresários abriam empresas de fachada para pagar menos impostos com a finalidade de lucrar com a venda de gasolina e etanol.

Autoridades do Espírito Santo informaram que uma empresa mato-grossense teria participação no esquema. Em razão do sigilo da investigação, o delegado Raphael Ramos, do Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas (Nuroc) da Polícia Civil, preferiu não fornecer o nome desta empresa, nem mesmo a cidade onde ela atua.

De acordo com investigações, a organização teria ocasionado excessivos prejuízos aos cofres públicos, aos consumidores e à sociedade. A Polícia, no entanto, não informou o montante do prejuízo.

Ainda não há um levantamento sobre a quantidade de combustível adulterado nem de valores sonegados. Mas só nesta segunda-feira (3) a Polícia apreendeu 100 mil litros de etanol que seriam distribuídos de forma ilegal.

A operação teve o apoio da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

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