A produção de leite no Brasil em 2018 deve fechar o ano praticamente estável em relação a 2017. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que, entre janeiro de 2018 e setembro de 2018, a captação formal recuou apenas 0,20% no comparativo anual, reflexo dos aumentos nos custos de produção, bem como da lenta recuperação na demanda por lácteos.

Além disso, o fator mais marcante do ano foi a greve dos caminhoneiros em maio/18, que afetou a captação e o escoamento de lácteos em todo o país, e impulsionou os preços da cadeia, bem como os manteve em patamares elevados mesmo após ter normalizado o abastecimento dos produtos aos consumidores.

Desta forma, os produtos lácteos no mercado internacional ficaram mais competitivos, levando ao aumento das importações brasileiras em alguns meses do 2° semestre de 2018. Já em Mato Grosso, a oferta de matéria-prima ficou abaixo em boa parte deste ano quando comparado com 2017, tendo em vista que os produtores de MT já vinham descapitalizados desde o 2° semestre de 2017, quando a matéria-prima ficou pressionada, ao passo que, neste ano, se depararam com o aumento dos custos.

Apesar disso, como o preço do leite subiu em maior intensidade em quase todo o país, as
margens podem ter ficado interessantes em alguns meses do ano.

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