Imagem: Defensivos PJC
Veneno apreendidos – Foto – PJC

De janeiro a novembro de 2018 foram apreendidos 23.130 mil litros e 500 quilos, de veneno falsificado, e recuperados 6.240 litros e 224 quilos de produtos roubados ou furtados de propriedades rurais, um valor que chega a mais de R$ 5 milhões. Os municípios que tiveram mais apreensões foram os polos produtores do estado que são as cidades de Rondonópolis, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Guiratinga, Diamantino, Claudia, Campo Verde, Primavera do Leste e Nova Ubiratã.

As apreensões foram desenvolvidas em ações conjuntas da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) com as delegacias do interior e também com informações da força-tarefa composta pela Polícia Judiciária Civil (GCCO), Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Militar (PM) e Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh).

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A carga roubada de defensivos agrícola foi encontrada no local | Foto: Reprodução/PJC-MT

Conforme as investigações, a maioria dos delitos foram praticados no período noturno com arrombamento de cadeado, porta ou paredes. Em um dos casos, os criminosos aproveitaram um veículo acidentado para furtar a carga embarcada.

Quarta-feira e sábado foram os dias em que as quadrilhas mais agiram. Uma das razões seria o fato dos produtos ficarem em galpões, distantes das sedes das fazendas, tornando o local pouco vigiado, o que na contrapartida tem feito muitos dos proprietários investirem em sistemas de monitoramento de câmeras.

O delegado titular da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Diogo Santana, explica que a repressão foi fortalecida por meio de parcerias com a Aprosoja e a Associação dos Produtores Rurais, tanto na comunicação mais rápida das ocorrências, quando na concentração de dados, e ainda dos setores de segurança das indústrias na identificação do produto falsificado.

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“O defensivo é sazonal. Sempre no final do ano quando começa o período de plantio, temos um aumento das ocorrências de defensivos. A dificuldade nossa é atender as ocorrências em todo o estado”, disse o delegado.

Imagem: defensivos em Lucas do Rio Verde
Foto: Divulgação / PJC

Um ponto que dificulta o trabalho de investigação, analisa o delegado-adjunto da GCCO, Luiz Henrique Damasceno, é a extensão do território de Mato Grosso. “Isso dificulta as investigações de combate à roubos e furtos de defensivos. Embora haja ocorrências que ainda são objeto de investigação, houve significativo aumento das ações da GCCO nesta área, por isso, os bons números apresentados”, avalia.

Em 2019, de acordo com o delegado Diogo Santana, a Gerência deve colocar em prática a descentralização das investigações das ocorrências, o que muito já acontece pelas delegacias dos locais dos roubos e furtos. Mas a ideia é ter policiais ligados a Gerência, com treinamento próprio para esse tipo de ocorrência, nas unidades dos municípios com maiores incidências.

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“O policial que está na cidade conhece melhor quem está na região, sabe melhor quem são os ladrões, pessoas que exploram os roubos e furtos de defensivos e acreditamos que será mais eficaz e célere que se tivermos unidades descentralizadas de combate ao roubo e furtos de defensivos, mas vinculadas ao GCCO”, afirma Diogo Santana.

 

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