Imagem: operacao decretados II
Foto: PJC

Com foco na desarticulação de organizações criminosas que atuam em roubos com emprego de arma de fogo e violência, a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande (Derf), da Polícia Judiciária Civil, fechou 2018 com 338 pessoas presas em ações da unidade. Foram 14 operações policiais que resultaram na prisão em flagrante de 189 pessoas e de outras 149 por força de mandado de prisão, realizadas ao longo do ano.

Mesmo atuando em investigações de todos os delitos patrimoniais, a Delegacia colocou como prioridade o combate aos roubos, uma vez que o crime além de atacar o patrimônio gera risco a vida da vítima. Para eficácia dos trabalhos investigativos, a delegacia conta com o plantão de atendimento aos locais de crime, em qualquer horário do dia, além das equipes de investigação de cada delegado.

Segundo a delegada titular da Derf-VG, Elaine Fernandes da Silva, o trabalho da Especializada em 2018 foi voltado para a identificação de membros de facções criminosas e o desmantelamento de quadrilhas. O atendimento célere e de excelência nos locais de crime foi um dos fatores fundamentais para o sucesso das ações. “As apurações começam imediatamente, quando os vestígios deixados pelos criminosos ainda estão presentes, facilitando a identificação dos suspeitos e suas próximas ações”, disse Elaine.

Para a delegada, mesmo em caso de roubos a residência e empresas, o objetivo principal dos criminosos ainda são os veículos. As investigações, conforme a delegada, apontam que o objeto alvo é o carro ou caminhonete das vítimas, que geralmente, são encomendados por outros integrantes do grupo criminoso, distintos dos autores do assalto.

“Diferente do que muitos pensam, os criminosos não subtraem o veículo para ser utilizado na fuga. Em grande parte dos casos, o carro ou caminhonete encomendado, é deixado para ‘esfriar’ (período verificação se tem ou não rastreador), e depois buscado em momento mais oportuno. Nesse tempo muitos veículos são localizados”, explicou.

Elaine afirma que mesmo com a ação imediata, uma das grandes dificuldades de trabalhar em Várzea Grande é a distância entre bairros, que facilita a fuga dos criminosos. “Aqui, os bairros são isolados, existem muitos nichos, galpões abandonados, que se transformam em esconderijos, dificultando muito o trabalho da Polícia”, destacou.

Durante o ano, a Derf de Várzea Grande deflagrou 14 operações que tiveram como foco membros de organizações criminosas envolvidas em roubos a residências e comércios. Entre os trabalhos de destaque está operação “Elos”, deflagrada no mês de setembro que cumpriu 48 ordens judiciais, sendo 23 mandados de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão.

A operação foi desencadeada para repressão de uma associação criminosa considerada de alta periculosidade e organizada para a prática de crimes diversos no município. As ordens judiciais, expedidas pela 4ª Vara Criminal de Várzea Grande, visavam à captura de autores de crimes como roubos, furtos, receptação, homicídios, entre outros ilícitos. Na ação, também foram apreendidas porções de entorpecentes e uma arma de fogo.

Em quatro fases a operação “Decretados”, realizada uma a cada bimestre cumpriu ordens judiciais contra suspeitos, identificados como integrantes de quadrilhas, envolvidos em crimes de roubos a residências e comércios de Várzea Grande.

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.