Imagem: cancer de pele
3% dos casos de melanomas são hereditários. Ele indica alguns pontos de atenção Foto: Divulgação/iStock

Esse tipo de câncer de pele se origina no melanócito, uma célula que compõe a pele e é responsável pela produção de uma substância chamada melanina. O Instituto Nacional de Câncer estima que esse tumor acometa 6.260 brasileiros e mate 1.794 deles todos os anos.

O oncologista Milton Barros, explica que a doença pode surgir em qualquer parte do corpo e geralmente se manifesta por meio de pintas e manchas. Ficar atentos a essas alterações, portanto, é o primeiro passo para se prevenir e tratar o problema com antecedência em casos mais avançados.

Para entender o papel, os sucessos e as perspectivas da imunoterapia contra o câncer, devemos antes vislumbrar como o sistema imunológico funciona e se comporta diante das células do tumor. Nossa imunidade tem a função crucial de combater agentes infecciosos e falhas que culminam no surgimento e na expansão de células cancerosas.

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Ao mesmo tempo, conta com alguns mecanismos para evitar uma reação exagerada e perigosa para o próprio organismo. É desse jogo um tanto dinâmico e em geral equilibrado que o câncer se aproveita para ganhar terreno. Ele é capaz de escapar do sistema imune de duas formas: escondendo-se das nossas defesas ou inibindo diretamente sua atuação frente às células tumorais  é como se a célula tumoral acionasse um freio já existente no sistema imune para continuar crescendo.

Pode parecer estranho, mas faz sentido o corpo ter essa espécie de freio na imunidade. Em um organismo saudável, isso evita uma resposta exacerbada e nociva contra suas próprias células  processo típico das doenças autoimunes. Acontece que o câncer usa esse fenômeno a seu favor. E é aí que entra em cena a imunoterapia: ela busca ensinar ou liberar o sistema imune para não poupar o tumor.

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Intervir nas nossas defesas para enfrentar o câncer não é exatamente uma novidade. Experimentos e métodos já foram feitos e testados há algumas décadas. Ainda hoje, por exemplo, pode se recomendar injeções da vacina BCG, desenvolvida para prevenir a tuberculose, no combate a alguns tumores de bexiga. É um tipo de imunoterapia, uma vez que ativa a imunidade para contra-atacar células cancerosas.

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