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Já viu alguém massagear as têmporas quando está estressado? O efeito da simples ação não é apenas psicológico. A área frontal do cérebro está relacionada à personalidade, às emoções e ao comportamento social e seu estímulo pode, agora, ser a chave para o desenvolvimento de métodos que aliviem a depressão.

Ao estudar 25 pessoas em tratamento para epilepsia, pesquisadores da Universidade da Califórnia avaliaram a inclinação dos pacientes à depressão por meio de testes de humor, identificando sinais que indicavam a doença em graus que iam de leve a grave. Em seguida, a equipe passou a estimular diferentes áreas do cérebro com a ativação de eletrodos implantados na cabeça dos participantes, que deveriam relatar seu estado de humor logo após ter cada uma das áreas estimulada.

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Estímulos melhoraram o humor dos pacientes

Os resultados, apresentados no final de novembro no periódico Current Biology, afirmam que a maioria das áreas da cabeça estimuladas não provocaram alterações de humor nos pacientes. Mas a exceção ficou por conta do córtex orbitofrontal lateral, região localizada logo atrás do olhos. Pacientes que foram diagnosticados com depressão pelos testes do estudo disseram que se sentiam mais bem humorados logo após ter essa região estimulada pelos eletrodos.

O humor depende de muitas partes do cérebro trabalhando juntas, como informa o site Science News. Com a descoberta, os pesquisadores esperam possibilitar tratamentos para o alívio da depressão que envolvam o estímulo dessa área específica, e o próximo passo é investigar o aumento da duração do efeito nos pacientes.

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