Cláudio Lopes, padastro do jovem Pedro Henrique Andrade Passos, 19 anos, assassinado no último sábado com um golpe de furadeira - Divulgação
Cláudio Lopes, padrastro do jovem Pedro Henrique Andrade Passos, 19 anos, assassinado no último sábado com um golpe de furadeira – Divulgação

O Tribunal de Justiça do Rio decretou a prisão preventiva de Cláudio Lopes, padrastro do jovem Pedro Henrique Andrade Passos, 19 anos, assassinado no último sábado com um golpe de furadeira na cabeça. O homem, que é o principal suspeito do crime que aconteceu na Vila Kennedy, Zona Oeste do Rio, foi indiciado por homicídio qualificado. A Polícia Civil está nas ruas atrás do suspeito, que já é considerado foragido. Pedro Henrique, que era portador de uma deficiência mental, foi enterrado na tarde de ontem no Cemitério de Ricardo de Albuquerque, na Zona Norte do Rio.

De acordo com o delegado Antônio Ricardo Nunes, Lopes está jurado de morte na Comunidade da Vila Kennedy, após praticar o crime, que segundo a polícia foi considerado bárbaro até para os traficantes. As equipes fizeram diligências em endereços ligados a ele, mas não o encontraram.

Leia também:  Abraço a toda prova: estudantes ganham afeto na hora do Enem

Pedro era sobrinho do babalorixá Ivanir dos Santos, que negocia para que o assassino se entregue. “Conversei com o pastor deles e o aconselhei a tentar contato com esse cara para se entregar. Eu nunca o vi, não sei o nome, mas o que eu sei é que quero justiça. A polícia vai achá-lo e o prenderá”, disse.

O líder religioso contou que a mãe da vítima, Valeska Ferreira Passos, irmã dele, disse que o filho foi golpeado após uma discussão com o padrasto no quarto do rapaz. De acordo com Ivanir, o assassino teria ficado irritado com Pedro, que teria tratado mal Valeska durante uma briga dele com o irmão. A mãe separou a discussão e Pedro foi para o quarto dele, seguido pelo padrasto. “Durante o desentendimento, o padrasto jogou a furadeira que acertou o jovem na cabeça”. Pedro chegou a ser socorrido para o hospital, mas não resistiu aos graves ferimentos.

Leia também:  Criança é baleada na cabeça pelo próprio irmão após arma disparar acidentalmente

A brutalidade do crime chocou até diretor do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP), Antonio Ricardo. “Em 20 anos de carreira nunca vi nada igual. Esse assassino é um monstro”.

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.