Olá leitores! Como está o seu começo de ano? Muitas discussões nas redes sociais? Depois que passaram as eleições parece que os embates digitais ficaram mais brandos. Era o que pensávamos. Porém, agora que a cultura do “meme” veio para ficar, sempre surge uma polêmica nova para atiçar os dedos nervosos dos usuários das redes.   

O problema é que a maioria dessas discussões estão repletas de opiniões e quase nenhum argumento. Opinião é uma forma de ver as coisas que nos rodeiam. Para ter uma opinião você não precisa fazer uma análise. Nesse caso, estamos nos referindo à análise crítica.

A crítica é um exame racional de algum tema ou objeto com o intuito de se fazer uma avaliação. Já a opinião pode ser influenciada por fatores como: crenças, cultura, filosofia de vida e experiências. O que vemos mais nas redes, hoje, são elementos ligados mais ao mundo da opinião do que da análise crítica.

Não estamos afirmando que a opinião não é importante. O problema é o uso exagerado dela em detrimento da crítica. Isso tem provocado um certo tipo de fenômeno que poderíamos chamar de “narcisismo intelectual”. Nesse estado, o sujeito passa a gravitar em volta de opiniões que lhe favorecem.

A partir dessa nova condição egocêntrica de relação, a pessoa não se interessa mais em ouvir nada que seja de fora do seu ciclo de ideias. Isso gera o fechamento do indivíduo em um mundo próprio. Um mundo formado por ideias que lhe agradam e por cenários que estejam em concordância com a sua subjetividade.

Todo esse contexto leva a pessoa para uma zona de conforto. Com base nessa nova situação, começam a surgir na mente do sujeito pensamentos como: nós estamos com a verdade; o outro está errado; o outro é um ignorante; eu é que sei das coisas; ele não sabe como funciona.

O diferente então é visto como nocivo e as suas ideias como ameaça. Por causa disso surgem frases como “não tenho que respeitar a sua ideia”. Por que não respeitar a ideia do outro? Será que há uma premissa de se cercar só de opiniões favoráveis?

Para se construir um verdadeiro posicionamento crítico deve-se estar atento aos argumentos favoráveis e aos argumentos contrários. Em seguida, deve-se fazer uma análise de ambos procurando construir uma síntese que não escolha, simplesmente, um lado, mas que possa retirar dos dois aquilo que for mais pertinente ao problema analisado.

Infelizmente, o que vemos é o contrário. Alguém lança um vídeo ou imagem, totalmente desconectado do contexto e, rapidamente, as pessoas começam despejar uma série de “opiniões” sem fundamento. Estas mais do que depressa pulam do mundo virtual para o real e logo estão na boca do povo. Nessas situações me questiono se a voz do povo é, realmente, a voz de Deus.

Quer saber mais sobre análise crítica? Acesse: https://www.youtube.com/c/CaminhosdaLinguagem

 

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