Imagem: João Copetti secretário da Semma de Rondonópolis
João Fernando Copetti – Foto: Varlei Cordova / AGORA MATO GROSSO

O período de proibição da pesca para a desova dos peixes terminou na quinta-feira (31) à meia noite em Mato Grosso (MT). A partir da sexta-feira (1) a pesca ficou liberada para profissionais e amadores. Mas o que está deixando parte da população preocupada é que em função do calor forte que fez e da falta de chuva, o nível dos rios não subiram, a temperatura da água ficou alta e, com isso, alguns peixes ainda não desovaram.

Em Mato Grosso (MT), o período de Piracema, começou em outubro e terminou na quinta-feira (31) do mês de janeiro.

O Secretário de Meio Ambiente de Rondonópolis e presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Lourenço, João Fernando Copetti, explicou que é o Conselho Central de Pesca (Cepesca) que normatiza e possui a prerrogativa de mudar ou não a janela de prazo dentro do Estado de Mato Grosso.

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“Tudo o que acontece é baseado em estudos técnicos. Existem muitas pesquisas em Cuiabá, Cáceres, no Nortão e outros lugares que mostram que a quantidade de desova nesse período é o apropriado para essa janela. Tudo depende dos resultados que se suceder, é um conjunto de fatores de reprodução. Cada peixe tem a sua reprodução hormonal e isso é influenciado por fatores abióticos que seria a temperatura da água, PH, entre outros fatores que vão desencadear o processo de reprodução, “ explica João.

Em anos anteriores, sempre houve chuvas em quantidades suficientes para o nível do rio subir. Com isso, a desova era beneficiada. Mas no atual verão, a estiagem prolongada e a temperatura alta tem prejudicado a desova, fazendo com que o rio permanecesse com o nível baixo.

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Segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), nos trechos que fazem divisa com outras unidades da federação, em que uma margem está dentro de Mato Grosso e a outra margem em outro Estado, a proibição da pesca continua até 28 de fevereiro.

“Eu acho que por conta da pouca chuva pode ocorrer algum descontrole na desova esse ano. Essas discussões já acontecem a muito tempo. O que chega para nós, quanto órgão fiscalizador ou consultivo, é a parte a ruim, fotos de peixes ovados, mas nunca sabemos quantos peixes o pescador pegou. Hoje com os dados que nos trazem, não tem a necessidade na alteração do prazo. Tudo está baseado em uma série de estudos, dentro dos padrões aceitáveis. O monitoramento é continuo, mas isso não acontece em todas as bacias e a gente quer que eles ampliem essa rede com parcerias com universidades, instituições de pesquisa que se amplie isso para que a gente sempre tenha esse respaldo técnico, “ conclui o Secretário.

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