Imagens divulgadas nas redes sociais mostram um idoso de 66 anos sendo empurrado pelas ruas de Rondonópolis até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). As imagens foram gravadas nesta quarta-feira (27) por familiares que se viram obrigados em empurrar a maca. Conforme informações, o paciente estava no Centro de Especialidades Apoio e Diagnóstico Albert Sabin (CEADAS), passou mal e teve que voltar para a UPA.

Um familiar relatou para a equipe de reportagem do portal AGORA MATO GROSSO que Santo Pereira da Silva de 66 anos que é epilético e também possui outras enfermidades, estava internado na UPA desde terça-feira (26) e ontem (27) às 6h recebeu alta e por ter uma consulta agendada no CEADAS os familiares foram orientados a procurar a unidade de saúde.

Conforme informação de um parente que estava acompanhando o idoso, ao chegarem no local foram maltratados pelos funcionários e o paciente ficou no corredor sem atendimento até às 10h.

Os familiares questionaram informando que o paciente não estava bem e pediram uma ambulância para conduzir o idoso novamente até a UPA. Mas os funcionários responderam que se os familiares quisessem teriam que empurrar a maca até a UPA.

A família ficou indignada com o descaso e diante da situação não tiveram outra opção a não ser sair pelas ruas empurrando a maca até a UPA.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A coordenação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) informa que o paciente, que é um senhor acamado, estava em observação na unidade de saúde e na manhã de quarta-feira (27) recebeu alta médica por volta das 7h. A UPA então solicitou uma ambulância para encaminhá-lo à sua residência, já que nestes casos o serviço é prestado pelo município. O paciente saiu da UPA de ambulância juntamente com seus familiares.

Porém, antes de chegar à residência, por iniciativa da própria família, pararam no Ceadas para buscar atendimento de um gastroenterologista. A coordenadora do Ceadas, Mariuza Valentim Chaves Gomes, explica que o Ceadas atende por meio de agendamentos e que na quarta-feira não é dia de atendimento de gastroenterologia, então informou aos familiares que não teria como realizar o atendimento, tanto por não contar com o especialista no Ceadas e ainda por não contar com o agendamento.

Mariuza então solicitou novamente a ambulância do município para o encaminhamento do paciente para casa, já que este estava de alta da UPA. Porém a família tomou a decisão de voltar à UPA. Como a ambulância estava demorando um pouco, pois estava transportando alguns pacientes da nefrologia, a família tomou a atitude de levar o paciente na própria maca que foi disponibilizada pelo Ceadas até a UPA, mesmo com os servidores do Ceadas tentando impedir que isso fosse feito. Vale ressaltar, que a demanda atendida pelas ambulâncias do município é alta e que pode haver certo tempo de espera em alguns casos.

Como não houve acordo, a família retornou para a UPA com o paciente, onde não teve o atendimento negado em nenhum momento e o paciente foi readmitido.

Tanto a coordenação da UPA, como a do Ceadas, ressaltam que se trata de paciente acamado, que deve ser transportado por meio de ambulância, mas em estado estável de saúde, tratado em casa por familiares e que necessita de suporte médico em ocasiões específicas.

Prontuários e horários de chamadas das ambulâncias estão todos devidamente registrados pelas unidades e podem ser solicitados.

 

 

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