Ana Carolina Emidio foi morta a tiros em faculdade de Caldas Novas - Foto: Reprodução/ Corpo de Bombeiros
Ana Carolina Emidio foi morta a tiros em faculdade de Caldas Novas – Foto: Reprodução/ Corpo de Bombeiros

A Polícia Civil informou que o suspeito de matar Ana Carolina Emídio, de 20 anos, atirou ao menos 12 vezes contra ela. Segundo as investigações, ela foi perseguida e tentou fugir para dentro da unidade da Universidade Estadual de Goiás (UEG) em Caldas Novas, região sul de Goiás, mas não resistiu aos ferimentos. O atirador está foragido.

“A perícia recolheu 12 cápsulas no local, mas ainda não sabemos exatamente quantos tiros a atingiram”, informou ao G1 o delegado Tibério Martins Cardoso.

Ana Carolina foi morta na manhã de segunda-feira (4). A polícia acredita que ela ligou para o suspeito horas antes para poder adquirir drogas, uma vez que ela era usuária. A versão foi passada por um amigo da vítima, que estava com ela minutos antes.

O rapaz também disse à polícia que quando chegaram ao local, a jovem pediu que ele fosse ao encontro do motociclista para pegar a droga. Porém, ao vê-lo, o suspeito questionou onde estava Ana Carolina e o ameaçou.

Testemunhas
A versão do rapaz foi reafirmada por dois seguranças, que trabalham em locais distintos e testemunharam o homicídio.

“Os depoimentos estão convergindo. Os dois relataram a mesma coisa: que a jovem ficou mais abaixo na rua enquanto o amigou foi falar com o motociclista. Quando chegou, ele perguntou por ela e mostrou uma arma”, explica Cardoso.

Ainda conforme os relatos, o suspeito questionou se o rapaz “queria morrer no lugar da amiga” e o obrigou a levá-lo até sua casa, onde havia dito que Ana Carolina estava. Porém, ao caminhar por alguns metros, acabou localizando a vítima, começou a persegui-la e efetuou os disparos.

Os seguranças informaram que chegaram a socorrer a jovem, que foi levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

O delegado pretende ter acesso a imagens de câmeras de segurança que possam ajudar na investigação. Além disso, quer ouvir a mãe da vítima para saber se a jovem estava sendo ameaçada nos últimos dias.

A assessoria de imprensa da UEG informou, por telefone, que a jovem não estudava na instituição e que a vigilante que estava no campus no momento do crime tomou todas as providências cabíveis para tentar socorrer a vítima.

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