Equipe de resgate atravessa o Rio Paraopeba - Foto: Adriano Machado/Reuters
Equipe de resgate atravessa o Rio Paraopeba – Foto: Adriano Machado/Reuters

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais recomeçou as buscas por vítimas da tragédia em Brumadinho (MG) após ter suspendido os trabalhos por cerca de cinco horas, durante a forte chuva que caiu sobre o município durante a manhã e o início da tarde desta segunda-feira. É o 12º dia de resgates. Até aqui, foram encontrados 134 mortos (120 deles já reconhecidos) e ainda restam 199 desaparecidos.

Nesta manhã, o tenente Pedro Aihara, porta-voz dos Bombeiros, admitiu a possibilidade de alguns corpos não serem encontrados em meio ao “mar de lama” que tomou conta da região após o rompimento da barragem 1 da Mina do Feijão, administrada pela Vale.

— A gente trabalha o mais rápido possível para encontrar o maior número (de corpos). Só que, evidentemente, pela característica da tragédia e a situação biológica de decomposição, alguns corpos a gente estima que eles infelizmente não serão possíveis de serem recuperados, mas trabalhamos para que seja o menor número possível — afirmou Aihara, mais cedo.

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A expectativa é que, assim como nos outros dias, as autoridades divulguem um novo balanço dos números após o fim do dia de trabalho (as buscas costumam começar às 4h e terminam antes do anoitecer).

Na Câmara dos Deputados, em Brasília, o desastre foi mencionado indiretamente no início da tarde, durante a sessão solene que marcou o primeiro dia de trabalho da nova legislatura. Em mensagem enviada a deputados e senadores, o presidente Jair Bolsonaro prometeu propor a revisão imediata da Política Nacional de Segurança de Barragens.

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