A coordenação da Unidade Municipal de Educação Infantil (UMEI) Charmêne Rosa da Silva, localizada no Jardim Nilmara, se manifestou na manhã desta sexta-feira (22), prestando solidariedade ao caso que chocou parte da população rondonopolitana, onde um menino de 1 ano e 10 meses apareceu com hematomas pelo rosto. O caso aconteceu na quarta-feira (21) e a suspeita é de que o menino tenha sido agredido.

- Foto: Varlei Cordova / AGORA MATO GROSSO
Marcas no rosto do garoto- Foto: Varlei Cordova / AGORA MATO GROSSO

A mãe do menino, Rhaiany Stefhany Silveira Besso, disse que recebeu uma ligação nesta quarta-feira (20) da direção da Unidade para ir até o local e encontrou o filho machucado.

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Drieli de Lima e Miriam Rodrigues – Foto: Varlei Cordova / AGORA MATO GROSSO

A Coordenadora Pedagógica da UMEI, Drieli de Lima Gazola, disse que o caso segue sendo investigado e que nunca aconteceu essa situação na Unidade. “Nós somos as maiores interessadas em saber o que realmente aconteceu“, ressalta.

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A professora da criança, Miriam Rodrigues dos Santos Farias, explicou que não estava na sala de aula no momento em que o fato ocorreu. “Eu me retirei da sala por volta das 11h em cumprimento ao meu horário de serviço. Não tiro a razão da família de reclamar. A pessoa que fez isso não pode trabalhar com crianças“, pontua.

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Pais dos alunos – Foto: Varlei Cordova / AGORA MATO GROSSO

Pais de crianças que também ficam na Unidade escolar se manifestaram. “Me coloco no lugar da mãe da criança agredida e entendo. O problema é que a culpa caiu toda na professora que não estava na sala de aula. Ela está cumprindo o horário dela. O correto seria a contratação de profissionais de educação e não de estagiárias“, ressalta Laura Juliana Ferreira.

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Wesley Ferreira Claudio tem um filho de 1 ano e 9 meses matriculado na Unidade e que fica na mesma sala da criança ferida. “Como pai de aluno fiquei indignado, não queremos que aconteça isso com nenhuma criança. A gente entende que no horário do ocorrido a professora saiu para fazer o planejamento dela. Seria importante outro profissional ficar no lugar e não estagiários”, reforça.

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Rubens Paulo – Foto: Varlei Cordova / AGORA MATO GROSSO

O representante do Sindicato dos Servidores Públicos, Rubens Oliveira Paulo, pontua que o que falta é concurso público. “Abriram brecha para estagiários, porque não abriram concurso público? O correto seria quando a professora saísse para fazer o planejamento, a criança ficasse com uma assistente e uma estagiária. Não houve concurso e deixaram as estagiárias que muitas das vezes nem iniciaram a faculdade. Criaram essa normativa porque não possui profissional efetivo e isso não é feito porque o efetivo é mais caro que contratar estagiários. Nós iremos acompanhar toda a apuração e queremos uma resposta, “ finaliza Rubens.

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