Com a relativa melhoria nas condições de vida da população no geral, um dos problemas que começa a aparecer com mais frequência é o número de pessoas acima do peso. Alto consumo de óleos, açúcares, sal e fast-foods são alguns dos agentes que causam o sobrepeso. Com o aumento excessivo da gordura corporal, aumentam também as chances de contrair diversas doenças, desde as neurodegenerativas, como o Alzheimer, até as decorrentes de alterações hormonais, como o diabetes.

Segundo o Ministério da Saúde, em novembro de 2017, o número de pessoas que sabiam ter diabetes, no Brasil, cresceu de 5,5%, referentes ao período entre 2006 e 2016, para 8,9% dos brasileiros. É um crescimento de mais de 60%. Segundo Cristina Lopes, coordenadora técnica da rede de serviços de cuidados e saúde para os pés Doctor Feet, a doença é a principal causa de amputações não-traumáticas dos pés em todo o país.

Isso acontece porque, nas pessoas com diabetes, os vasos sanguíneos ficam mais frágeis. Consequentemente, facilitam o aparecimento de ferimentos e dificultam a cicatrização dos mesmos. Além disso, especialmente nos pés, acontece perda de sensibilidade – fazendo com que ferimentos e calos não sejam nem percebidos. “Essas complicações são um perigo constante e precisam de cuidados diários. Nos casos graves, a demora para cicatrização pode infeccionar o pé, levar à gangrena e, em último caso, amputação da área lesionada”, reforça Cristina.

Diabetes: dicas de cuidados

A profissional recomenda, então, seis cuidados para evitar ferir os membros:

  1. Fazer uma minuciosa verificação nos pés diariamente, examinando se existem ferimentos, calos, edemas e áreas sensíveis
  2. Usar calçados confortáveis e que protejam os pés para evitar bolhas e calos, e no caso de sapatos abertos, evitar arranhões
  3. Secar bem os pés após o banho para evitar frieiras e utilizar cremes hidratantes específicos à noite para evitar ressecamento e rachaduras
  4. Utilizar óleos essenciais, como melaleuca, que evitem a proliferação de fungos que causam micoses
  5. Não cortar as unhas muito rentes e evitar mexer nas peles dos cantos para evitar ferimentos
  6. Fazer visitas regulares ao médico e, pelo menos a cada 30 dias, ao podólogo

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