No campo positivo desde meados de 2017, o índice que mede a expectativa dos empresários de criar empregos ficou estável considerando o final do primeiro semestre deste ano e a comparação com 2018. É o que mostra uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (13) pelo ManpowerGroup. Os dados também revelam que a expectativa pela criação do emprego ainda não voltou ao patamar pré-crise.

Para o período entre abril e junho de 2019, 18% dos empresários preveem aumento no número de contratações. Outros 8% projetam diminuição. Isso leva a uma diferença de 10 pontos, considerados na pesquisa como “expectativa líquida de emprego”. Com ajuste sazonal, a expectativa líquida de criação de empregos nos próximos meses é de 7%. Esse número é igual ao registrado no mesmo período do ano passado.

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“As empresas ainda aguardam as definições do cenário econômico, mas claramente estão se preparando para aumentar o ritmo de contratações no curto prazo”, disse em nota Nilson Pereira, CEO do ManpowerGroup Brasil.

Na divisão por setores, o que inclui agricultura, pesca e mineração é o que tem a maior expectativa dos empresários de contratações nos próximos meses, com 15 pontos.

Já o que tem a menor expectativa é o da construção, que teve pontuação negativa em 5 pontos. O setor ainda vem apresentando dificuldades para se recuperar da crise.

Divisão por países

A pesquisa ouviu 850 empregadores no Brasil. Foram feitas ainda entrevistas em outros 43 locais, totalizando cerca de 59 mil empregadores de diversas nacionalidades.

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Considerando todos os locais pesquisados, o Brasil, com seus 7 pontos com ajustes sazonais, é o 25º colocado no ranking dos países em com mais previsões dos empregadores de contratar. O primeiro é a Croácia, com 34 pontos, seguida pelo Japão, com 27. Já os últimos colocados são Argentina, Hungria, Espanha e Turquia, com pontuação zerada.

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