Imagem: Welligton Fagundes e Vander Costa
Foto: assessoria

Mato Grosso é um Estado recordista em produção, e uma das maiores preocupações de quem quer exportar, abastecer a sociedade ou investir no país é uma nova greve dos caminhoneiros, como a que houve em maio do ano passado, durante a “crise do Diesel de 2018”. Essa preocupação foi debatida pelo senador Wellington Fagundes nesta quinta-feira, 11, durante almoço com o presidente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), Vander Costa.

Wellington – que preside a Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura (Frenlogi) – defendeu a reorganização da logística do país, a partir do desenvolvimento de outros modais de transportes, como a ferrovia, de forma a evitar a concentração em único modal. “Assim como os produtores que auxiliam meu Estado, Mato Grosso, os caminhoneiros também querem ajudar ainda mais o país a crescer, e ao mesmo tempo dependem desse crescimento para subsistirem” – frisou.

Leia também:  Alunos da Escola Técnica Estadual de Rondonópolis apresentam trabalhos de química para adolescentes do CREAS

No mês passado, Wellington fez um alerta ao governo federal sobre uma possível greve. Durante pronunciamento na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, ele cobrou do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, medidas “reais e eficazes” para evitar uma nova paralisação.

Os motoristas afirmam que o congelamento no preço do diesel por períodos de 15 dias e o ‘Cartão Caminhoneiro’, anunciado pela Petrobrás, também não foram eficientes e podem provocar outra greve da categoria. Conforme Wallace Costa Landim, um dos líderes dos caminhoneiros, existem de 15 a 20 grupos se articulando, e que fogem ao controle das lideranças sindicais com as quais o Governo tem conversado. Os caminhoneiros pedem que o preço do diesel fique congelado por pelo menos 30 dias e seja reduzido.

Leia também:  Autor de furtos é reconhecido por vítima e linchado por população

O presidente da CNT repassou ao senador um panorama das atividades realizadas pelo SEST/SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte), que oferece aos trabalhadores do setor atendimento em saúde e lazer; e desenvolvimento profissional. Segundo ele, esse tipo de ação, junto ao esforço das autoridades governamentais, garantirão um ambiente favorável ao desenvolvimento das atividades, sejam elas realizadas por empresas ou por transportadores autônomos.

 

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.