De acordo com a lei 8.080, de 1990, a saúde é um direito fundamental do ser humano, sendo dever do Estado prover as condições indispensáveis. E quando se trata de saúde, quanto mais cedo o diagnóstico, melhores as chances de tratamento e até cura. Mas, por que mesmo sabendo disso, tantos brasileiros, assim como a população mundial, tem dificuldade de manter a prevenção e cuidados com a saúde?

“O diagnóstico precoce de diversas patologias vai contribuir, muitas vezes, para que o paciente tenha a chance de reverter o quadro, podendo ele ser encaminhado aos profissionais especialistas e, consequentemente, direcionado ao acompanhamento adequado no intuito de deter a progressão e agravamento da doença”, ressalta a farmacêutica Lorena Sousa da Silva sobre a importância de uma boa prevenção.

Na avaliação da especialista, alguns motivos contribuem para dificultar a prevenção.  “Existem pessoas que têm receio de descobrir que possui alguma patologia, outras vivem uma sobrecarga do dia-a-dia e de falta de tempo, não priorizando a saúde; e tem aquelas que não têm acesso à informação e esclarecimento sobre a importância do cuidado à saúde”.

Independente de sintomas, é prioritário buscar serviço de saúde, realizar um monitoramento através dos exames e do acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, composta por médicos, farmacêuticos, odontólogos, fisioterapeutas, nutricionistas e educadores físicos para que se possa ter uma orientação adequada favorecendo a longevidade. Dados do último relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que cerca de 73% de todas as mortes no Brasil são atribuíveis às doenças consideradas evitáveis, as chamadas doenças não transmissíveis (DNTs), como as cardiovasculares, respiratórias, diabetes, renais, dentre outras.

 

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