Imagem: Felipe WellatonComo já ocorreu em outras ocasiões, a vistoria ao antigo Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC) promovida por cinco vereadores da oposição, na noite desta quarta-feira (03), acabou se transformando em caso de polícia. Enquanto os parlamentares realizavam uma fiscalização no local para averiguar a denúncia dos médicos da unidade de falta de materiais de trabalho, o secretário de Ordem Pública da Capital, Cel. Leovaldo Sales, usou a força policial para expulsá-los do local e emendou “vocês são moleques”.

Os vereadores, por vez, garantem que estavam no local cumprindo seus deveres de fiscalizar o Executivo, com respaldo na Lei Orgânica e na Constituição Federal. Afirmam, também, que estavam autorizados pelo coordenador da unidade. Contudo, assim como na inauguração do novo HPSMC em dezembro do ano passado, foram terminantemente proibidos de acessarem o local pelo mesmo secretário. Sentindo-se agredido, o vereador Felipe Wellaton (PV) decidiu registrar um Boletim de Ocorrência (número 2019.102102) contra Sales por abuso de autoridade.

Isso porque quando estavam se retirando da unidade acompanhados por policiais militares, Sales o tocou com as mãos conduzindo-o à porta de saída e ainda teria tentado tomar seu celular. Quando se preparavam para partir em retirada, Wellaton disse “vamos sair daqui, não precisa gritar”, que recebeu a resposta do Coronel em tom exasperado “eu não estou gritando com ninguém, eu não estou gritando com o senhor, eu não estou gritando”. A cena foi presenciada por uma grande plateia formada por policiais, profissionais e pacientes acomodados nos corredores do Pronto-Socorro.

A fiscalização partiu da denúncia feita pelo Sindicato dos Médicos do Estado de Mato Grosso (Sindimed-MT), que recebeu uma reclamação nesta quarta-feira (03) da falta de insumos básicos indispensáveis, como luvas, caixas de sutura e dissecação e compressas. Além de Wellaton, participaram da fiscalização os vereadores Abílio Brunini (PSC), Diego Guimarães (PP), Dilemário Alencar (PROS) e Marcelo Bussiki (PSB). O AGORA MATO GROSSO tentou falar com o secretário de Ordem Pública, mas até o fechamento desta reportagem não obteve resposta sobre a possível agressão ao parlamentar.

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