01 de agosto de 2021
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    CALAMIDADE NAS CADEIAS

    Aprovados do Sistema Penitenciário se mobilizam para Audiência Pública na capital

    uma comissão dos aprovados participou da Sessão da Câmara hoje

    Aprovados de Rondonópolis no último concurso do Sistema Penitenciário de Mato Grosso estão se mobilizando para participar de uma Audiência Pública que será realizada amanhã (16) em Cuiabá para discutir o fechamento das cadeias públicas proposto pelo Executivo. Aprovados da capital e de outros municípios também irão participar do debate.

    Na tarde desta quarta-feira (15), uma comissão dos aprovados participou da Sessão da Câmara pedindo o apoio dos vereadores para lutar contra o fechamento e em busca de uma nomeação.

    Ceasser Martins, representante do grupo, falou na Tribuna sobre a necessidade de nomeação “Somos 110 aprovados em Rondonópolis, que vencemos as etapas do concurso com muita dificuldade e agora vemos o Governador querendo fechar unidades por falta de servidores. Estamos prontos para trabalhar, há déficit e não somos nomeados” afirmou.

    Outro aprovado que também aguarda a nomeação é William Biudes. Ele afirmou que esse fechamento das unidades e transferência de presos para longe da família pode se tornar uma bomba relógio para o Estado. “ Amanhã participaremos de uma audiência sobre esse problema. Enquanto o Estado põe a sociedade em risco por falta de servidores, nós aprovados e com concurso já homologado esperamos a boa vontade do Governo” pontuou.

    A audiência foi proposta pelo deputado estadual João Batista (Pros) para debater o fechamento das cadeias públicas e do Centro de Detenção Provisória.

    De acordo com a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), a ação adotada pelo governador é justificada pela situação econômico-financeira do estado. “A nomeação de servidores encontra-se vedada pelos decretos números 07 e 08, de 17 de janeiro de 2019, que tratam de medidas visando o equilíbrio das contas públicas, diante da situação de calamidade financeira”

    Vale salientar que a situação de calamidade não foi reconhecida pelo Governo Federal.