Imagem: Audiência sobre novas fronteiras econômicas de MT
Foto: Audiência pública discute novas fronteiras econômicas de MT.

Em audiência pública convocada para esta segunda-feira (06) pela presidente da Assembleia Legislativa, deputada estadual Janaina Riva (MDB), economistas, sociólogos e políticos debateram a abertura e consolidação das novas fronteiras econômicas para Mato Grosso. O evento também destacou a importância do legado deixado pelo Marechal Cândido Rondon, patrono das Comunicações, comemorado em 5 de maio – Dia de Rondon.

“O que estamos fazendo aqui é um simples gesto de, ao pensarmos as novas fronteiras econômicas de Mato Grosso, lembremos do Marechal Rondon que abriu tantas outras em tempos difíceis”, disse Janaina, ao destacar a importância da Metamat – Companhia Mato-grossense de Mineração, que dá suporte aos pequenos produtores e há muitas cidades com enorme potencial mineral em Mato Grosso e, com ajuda da Metamat, a exploração desses recursos pode representar geração de emprego e renda no Estado.

Para o economista Maurício Munhoz, a Zona de Processamento e Exportação (ZPE) de Cáceres e a hidrovia ‘Paraguai-Paraná’, com o porto de Morrinhos pronto para entrar em funcionamento dentro de 1 mês, é uma das novas fronteiras econômicas do Estado. Ao mencionar o potencial do campo e do setor da mineiração, Munhoz disse que a hidrovia ajudará na integração com a América Latina, ampliando a pauta de exportações com Mato Grosso.

A fala do economista foi seguida pelo analista político, Alfredo da Mota Menezes, que considera a região Oeste extremamente viável. “Mato Grosso produz 66% do algodão do Brasil, 92% de todo o Centro-Oeste. A produção de grãos de Mato Grosso pode ser maior do que a Argentina em 10 anos. O que estamos exportando de carne é o que a Argentina inteira produz. Apesar disso, não temos fábricas de tecidos, apesar disso não temos uma produção de beneficiamento do couro em escala. Falta a agroindústria”, disparou.

Para ele, Mato Grosso não pode continuar exportando apena matéria-prima. “Achamos que estamos ganhando dinheiro, mas está indo pra fora, gerando emprego e distribuindo renda noutro lugar. Embora tenhamos um mercado interno pequeno – 3,3 milhões de pessoas – e o problema do custo elevado do frete, diante da grande dimensão territorial, Mato Grosso pode crescer muito com a consolidação da ZPE”.

Já o senador Wellington Fagundes (PR), presidente da Frente Parlamentar de Infraestrutura, destacou que para aumentar a competitividade de Mato Grosso frente ao mercado internacional, é preciso melhorar a infraestrutura das estradas, portos e aeroportos. “Precisamos avançar na implantação da hidrovia Paraguai-paraná. Isso precisa voltar a ser realidade. A Ferronorte já está na sua capacidade máxima, precisamos avançar na Ferrogrão e Fico. Precisamos de mais logística para escoamento da produção”, observou.

Enquanto o presidente da bancada federal de Mato Grosso no Congresso Nacional, Neri Geller (PP), destacou a importância da verticalização da produção. “Precisamos criar um ambiente mais favorável. Temos a maior frota de colheitadeiras, mas não temos uma indústria. Falta mão de obra qualificada e uma política de desenvolvimento agroindustrial para Mato Grosso. Essa transformação vai acontecer, mas é preciso que se organize isso.

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