Bom dia, boa tarde, boa noite, boa madrugada para vocês nossos leitores queridos, na nossa expansão pelo estado, temos recebido boa acolhida, e lhes somos gratos.

Para quem não conhece a coluna funciona assim: Aqui você não encontrará palavras difíceis, ou nenhuma pretensão desse seu amigo de parecer muito inteligente, aqui é o Direito do dia a dia de forma simples e direta, o Direito que muda a sua vida.

Eu passei 7 anos dentro da UFMT como ouvinte, como diz meu colega Dr. Onório Júnior, eu era um pseudo. intelectual, apesar de ter milhares de horas de biblioteca, e ter lido uma coleção muito grande livros, eu na época não era capaz de retribuir a sociedade muita coisa.

Digo isso porque tenho certa experiência dentro do ambiente universitário e amava os lugares acadêmicos públicos, um universo jovem, plural, com mulheres lindas e possibilidade de fazer amigos e socializar como pouco se encontra aqui fora.

O governo federal tem em seu plano diminuir significativamente os “investimentos em Ensino Superior”, segundo as fontes, a diminuição será na ordem de 30% para as faculdades públicas.

Há uma corrente de liberais mesmo que quer o fim da universidade pública, e essas ideias já são discutidas em Brasília, possivelmente o desmonte já está a caminho.

Imagem: Bolsas de Estudos em Faculdades Particulares 1
Alunos em Faculdade – Foto: ilustrativa

Então fica a pergunta, é obrigação do governo federal pagar e manter as Universidades e faculdades públicas?

Para isso temos que ler a constituição, a lei das leis, e ela fala que:

“Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de:

I – educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria;….

II – progressiva universalização do ensino médio gratuito;

….

V – acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um;”

Pois é na constituição não coloca ao governo federal a obrigação de custear as instituições de ensino superior.

A dúvida é saber se esse ensino seria realmente benéfico ao país como está sendo feito hoje, quase nenhum dos senhores sabem, mas gastamos com educação, mais que os países superdesenvolvidos como Estados Unidos e Japão.

Não sabiam disso, não é?

Eu também fiquei “besta”, como podemos gastar mais de R$ 1 bilhão por dia e termos resultados tão ruins?

Segundo as pesquisas realizadas pelo instituto Paulo Montenegro, 38% dos estudantes das universidades no Brasil, sejam elas públicas ou privadas, são analfabetos funcionais, ou seja, não sabem o básico de matemática e português.

Até dois anos atrás eu era assim também, e nem sabia, até que um amigo me falou que possivelmente eu era analfabeto, fiz o teste e não deu outra, até hoje cometo erros de português ridículos.

Isso é fruto de uma educação básica deficiente, no Brasil um estudante de ensino superior custa muito caro para os pagadores de impostos, e eles são na sua imensa maioria quando formados profissionais ridículos.

Outro dia fui em um posto de saúde me consultar, e apesar de mal conseguir respirar o médico colocou aquele aparelhinho nas minhas costas e disse que eu estava muito bem, que não me daria atestado.

Resultado, bronquite, não que seja o fim do mundo errar diagnostico tão fácil, mas a qualidade dos nossos profissionais no Brasil é lamentável, como eles normalmente chegam sem saber nada na faculdade, não conseguem aprender muita coisa por lá.

Possivelmente está em andamento o desmonte da universidade pública no Brasil, na Alemanha ao contrário, as universidades são públicas e de muita qualidade, mas faz pouco tempo que elas são públicas, detalhes, mesmo assim ainda se paga uma pequena taxa anual.

Os alemães sempre com seu 7 X 1, cuidaram primeiro da educação básica e de cursos profissionalizantes, para que o povo alemão fosse culto e produtivo, se você não sabe nem ler, como vai ser culto? Depois foram para o suprassumo que é a universidade.

 

 

 

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