O Ministério Público do Estado (MPE) abriu um processo preparatório para colher informações sobre a conduta do prefeito de Cáceres, Francis Maris (PSDB). A suspeita da 4ª Promotoria de Justiça Cível de Cível da cidade, capitaneada pelo promotor de Justiça Anderson Yoshinsari Ferreira da Cruz, é de que o gestor, que também é dono de concessionárias das marcas Volksvagem, Hyundai e Honda na cidade, tenha feito confusão entre os interesses da vida privada com os da vida pública.

De acordo com o promotor de Justiça, a abertura do procedimento preparatório sobre a suposta irregularidade na aquisição de veículos também trata, por consequência, dos demais atos. “Só lembrando que hoje é procedimento preparatório que será convertido na instauração de inquérito civil”, observou Anderson.

Ao saber da notícia de que é alvo de investigação pelo MPE, Francis disse estar tranquilo. “Não é a primeira ação que recebo como essa. Temos feito a defesa e estou tranquilo. Sigo rigorosamente a Lei e acho que essa investigação vai ajudar a esclarecer os fatos. Não existe nenhum ilícito. Prezo pela honestidade e transparência. Tanto é que todas as minhas contas de Governo foram aprovadas [pelo TCE]”, disse.

E por falar em TCE, o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso negou categoricamente as afirmações de Francis, que diz estar respaldado por um documento do órgão para que as revisões dos veículos fossem feitas em sua concessionária. De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal, o conselheiro substituto João Batista fez recomendações a nove municípios mato-grossenses – Cáceres não estava inclusa – para que a manutenção da frota das Prefeituras fosse feita nas empresas mais próximas das cidades.

Sobretudo, o que ocorre, neste caso, é que as empresas são do próprio prefeito, que garante ter feito rigorosamente todas as revisões em sua concessionária, desde o ano de 2015, em Cáceres. Até então, os serviços eram feitos na Ariel Veículos, concessionária Volksvagem, localizada em Várzea Grande. “Eu recomendei pra fazer na Ariel, pra não ter problema. E o TCE veio e recomendou, pela economia de recursos, fazer aqui”, assegurou.

De acordo com Francis, se o contrato estivesse regular, a Prefeitura já teria sido multada. “Essa é prova de que não tem nada de errado. Se o prefeito é dono do único posto de combustível na cidade, ele pode abastecer lá. Isso é o que diz a Lei. Além disso, os carros foram comprados diretamente da fábrica, com preço abaixo do de mercado. Para se ter uma ideia, economizamos em cada veículo Gol, R$ 9 mil. Foram 15 Gols adquiridos. Todos atendidos por esse contrato de revisão. Os carros com mais de cinco anos de uso, fora da garantia, temos um outro contrato, celebrado por meio de licitação, de uma empresa que presta assistência técnica”, esclareceu.

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