12 de fevereiro de 2021
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    Máscaras faciais: saiba no que elas podem (ou não) ajudar

    Para ver resultado, é preciso entender em que situações esses produtos funcionam e suas limitações

    Se você navega bastante nas redes sociais, deve ter reparado quando os blogueiros e influenciadores digitais começaram a aparecer com cremes coloridos no rosto, como se estivessem em um luxuoso spa. Mas o tratamento era feito em casa mesmo — em um momento dedicado ao autocuidado e relaxamento. Não demorou para que as chamadas máscaras faciais invadissem farmácias e perfumarias e, claro, a rotina de beleza de muita gente.

    As promessas dos produtos são das mais variadas: hidratar a pele, trazer frescor, evitar oleosidade, adiar o envelhecimento, remover cravos e espinhas, e por aí vai. Tudo por baixo preço e alta praticidade — de quebra, dá para fazer uma selfie e atualizar seu perfil.

    Mas essa febre não carrega DNA brasileiro. “As máscaras são bem antigas e ganharam popularidade a partir de uma tendência lá na Coreia do Sul, onde a população usa muitos cosméticos”, contextualiza a cosmetóloga Vânia Leite, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e presidente da Associação Brasileira de Cosmetologia (ABC). Elas começaram a desembarcar desse lado do mundo dentro da mala de turistas e, aos poucos, as marcas passaram a se estabelecer em todo o Ocidente.

    De acordo com pesquisa do NPD, um grupo americano que faz estudos de mercado para identificar tendências de consumo, em 2014 o aumento das vendas de produtos desse tipo nos Estados Unidos chegou a 60% em relação ao ano anterior.

    Não existem dados específicos sobre o Brasil, mas é fato que o investimento em cosméticos para a pele tem crescido entre a população. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), nosso país representa, hoje, o oitavo maior mercado mundial de itens voltados à cútis.

    Antes de sair comprando e experimentando tudo quanto é máscara, porém, há pontos a considerar. Afinal, elas realmente cumprem aquilo que garantem na embalagem? A resposta é: depende. Ao longo da reportagem, você verá que há fórmulas capazes de ajudar em certos aspectos, sim — mas outras possuem ação limitada.

    A dermatologista Tatiana Gabbi, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), lembra que, para tratar manchas e condições como a rosácea, por exemplo, não dá para fugir da avaliação médica. Nesses casos, o profissional costuma receitar medicamentos manipulados, com substâncias e doses específicas para cada paciente. “As máscaras até dão alguma contribuição, mas não fazem milagre”, arremata a especialista

    Máscaras faciais são úteis em questões de pele mais simples

    Nutrição: Muitas delas conseguem repor componentes dos quais a pele necessita, como gorduras e vitaminas.

    Oleosidade: Há substâncias que obstruem os poros temporariamente para, assim, reduzir a secreção de sebo — ou até absorvê-la.

    Hidratação: Há máscaras com substâncias fundamentais para a manutenção da água na pele, como o ácido hialurônico.

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