Após protagonizar os capítulos mais intensos da política brasileira recente por meio da operação Lava Jato, o juiz Sérgio Moro aparenta dificuldades ao encarar o dia a dia com o Congresso. Para aprovar seus projetos, mantendo o Coaf sob sua responsabilidade em vez do ministro Paulo Guedes, da economia, e colocar em pauta o projeto anticrime, o magistrado demonstra estar comprometido com a pauta que ajudou a criar, de combate à corrupção e aos crimes financeiros.

Embora diga não ter imposto condições para assumir o Ministério da Justiça no Governo Bolsonaro, Moro já é apontado por Jair Messias (PSL) como futuro ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).  É prerrogativa do presidente da República a indicação do ministro da Suprema Corte, devendo ser sabatinado e a aprovação do Senado Federal. O juiz deve assumir, caso seja referendado, a vaga que será aberta em 2020, pelo ministro Celso de Mello, que completará 75 anos e deve ser aposentado compulsoriamente.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro -Foto: Nelson Almeida/AFP
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro -Foto: Nelson Almeida/AFP

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