O governador Mauro Mendes (DEM) disse que o Estado de Mato Grosso (MT) não terá condições de atender aos anseios dos professores antes de 2021 no melhor dos cenários e, no mais realista, de 2023. A informação consta em um documento enviado ao Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep).

No relatório de gestão fiscal consta que durante o 1° quadrimestre de 2019, os gastos de recursos do orçamento com pessoal atingiram 58,55%, quando o limite para esse tipo de despesa é de 49%. O valor ultrapassou o limite prudencial recomendado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), de 46,55%.

Com o estouro de limite, as despesas do governo aumentaram de R$ 1.490,995 bilhão apenas nos quatro primeiros meses de 2019, ou algo em torno de R$ 120 milhões fora do permitido a cada mês.

Já faz mais de 15 dias que os profissionais da educação estão paralisados no Estado. Ao todo, 105 municípios aderiram à greve. O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) aponta que a greve é resultado das ações do governo em relação à Revisão Geral Anual (RGA), ao escalonamento salarial e ao descumprimento da Lei da Dobra do Poder de Compra.

A lei, aprovada em 2013, dá direito a cerca de 7% a mais anualmente na remuneração dos professores, além da RGA, durante 10 anos.

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