13 de fevereiro de 2021
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    Hospital público do DF pretende descartar mais de 250 embriões congelados

    Imagem: Tanque de armazenagem de embriões congelados no Hospital Materno Infantil de Brasília
    Tanque de armazenagem de embriões congelados no Hospital Materno Infantil de Brasília – Foto: Hmib/Divulgação

    O estoque de embriões congelados do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) atingiu 97% da capacidade e, segundo a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, precisa ser esvaziado para atender novos pacientes. De acordo com o Serviço de Reprodução Humana do hospital, responsável pela armazenagem e pelos procedimentos de reprodução assistida, cerca de 250 embriões estão guardados há, pelo menos, três anos.

    O número representa, aproximadamente, 50% do material. Por lei, apenas os pacientes [casais] podem escolher o que fazer com os embriões humanos.

    A norma mais recente sobre a destinação dos embriões é de 2017. A resolução do Conselho Federal de Medicina determina que, após três anos de armazenamento, o material seja descartado – desde que tenha o consentimento dos pacientes.

    Segundo o Centro de Ensino e Pesquisa em Reprodução Assistida (Cepra), as possibilidades são três:

    Transferência
    Doação
    Descarte
    Para saber o que fazer com o material biológico, o hospital público está pedindo aos pacientes que têm embriões congelados que compareçam à unidade.

    Fila de espera
    De acordo com o HMIB, 1.122 casais aguardam na fila de espera para congelar embriões. O material é acondicionado em contêineres especiais, imersos em nitrogênio líquido.

    O Hospital Materno Infantil de Brasília armazena embriões e realiza fertilizações in vitro, pelo SUS, há cerca de 20 anos. Segundo a Secretaria de Saúde, o Serviço de Reprodução Humana realizou mais 4 mil atendimentos e proporcionou 400 nascimentos.

    Ainda de acordo com a pasta, dos 1.120 tratamentos efetivamente realizados, a taxa de sucesso chega 30% dos casos.

    Fertilização in vitro
    O processo de fertilização in vitro consiste na reprodução de uma fertilização natural, a partir da união de óvulos coletados de uma mulher com espermatozoides coletado de um homem. As condições laboratoriais simulam o ambiente intrauterino. Depois disso, os embriões são implantados no útero.

    Segundo determinação de 2010 do Conselho Federal de Medicina , o número máximo de embriões que pode ser transferido para uma mulher varia de acordo com a idade. Aos 35 anos, é permitida a transferência de até dois embriões. Entre os 36 e 39 anos, três. A partir dos 40 anos, elas podem receber até quatro.

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