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Casa na árvore – Foto: Reprodução

Dezessete órgãos municipais e estaduais fazem, desde as primeiras horas da manhã desta segunda-feira (19), uma ação de ordenamento urbano na Lagoa e em parte do Leblon, na Zona Sul do Rio. Na Marcha pela Cidadania e Ordem, como foi chamada, os agentes atuam principalmente contra moradores de rua usuários de drogas e o comércio irregular.

A ação é coordenada pela Secretaria estadual de Governo. Dentre as outras instituições que participam da operação estão as polícias Civil e Militar e as secretarias estaduais de Saúde, de Assistência Social e Direitos Humanos, de Educação e de Trabalho e Renda.

“Essa foi uma demanda que surgiu da sociedade. O governador (Wilson Witzel), que diz que o turismo é o novo petróleo, determinou um planejamento para que nós conseguíssemos restabelecer a ordem urbana, principalmente nos pontos turísticos do Rio”, destacou o secretário de Governo e Relações Institucionais, Cleiton de Souza Rodrigues.

Os trabalhos dos agentes começaram pelo Jardim de Alah. De lá, eles seguiram para o Corte do Cantagalo e o Parque Garota de Ipanema. Um homem foi encontrado morando no alto de uma árvore no Corte do Cantagalo, onde construiu um barraco.

“Encontramos aqui uma desordem. Encontramos pessoas com passagens por porte e uso de drogas, mas não encontramos pessoas com mandados. Encontramos pessoas que usam drogas”, Cleiton Rodrigues acrescenta. “Para o meu espanto, a maior parte dessas pessoas moram na Cruzada São Sebastião. Tem que se entender o motivo que essas pessoas estão nas ruas. Essa marcha é para dar o direito de ir e vir do cidadão, mas também entender essas pessoas dando dignidade e uma porta de saída da rua”.

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO

A ideia do governo do estado é que a Marcha pela Cidadania e Ordem siga para outras regiões da cidade. Inicialmente, ela vai funcionar diariamente de 7h às 22h. Há a previsão de que ela passe a funcionar 24 horas.

“Essa será uma guerra diária. Mas há de se entender que precisamos reordenar o Rio”, o secretário reforça. “A primeira fase é levar esses moradores de rua para um centro de triagem na Ilha do Governador. A outra parte é levar as pessoas para um hotel no Centro da cidade (o Hotel Acolhedor) para que essas pessoas entendam que elas têm a dignidade de passar a noite num lugar que não seja a céu aberto e exposto à violência e algum tipo de crueldade humana”.

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