27 de outubro de 2020
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    Ataques de morcegos crescem no país. Saiba como se proteger

    Contatos com morcegos tem alto risco de contágio de raiva

    Em uma cidade densamente urbanizada como São Paulo, os ataques de morcego neste ano já superam o total registrado em todo o ano passado.

    Segundo a Covisa (Coordenadoria de Vigilância em Saúde), até o dia 20 de agosto, haviam sido contabilizados 171 casos: aumento de 61% em relação a 2018 (106 casos).

    Apenas no Hospital Municipal Tide Setúbal, na região de Cidades Tiradentes, na zona leste, foram atendidos 57 pacientes que haviam sido atacados por morcegos. A unidade é referência no atendimento antirrábico e recebe pacientes de São Paulo e cidades vizinhas.

    Funcionários da prefeitura capturaram recentemente quatro morcegos frugívoros (que se alimentam de frutas) e um hematófago (que se alimenta de sangue). Todos foram submetidos a exames e nenhum apresentava raiva, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.

    “A vigilância reforça que os animais são protegidos por lei e todas as medidas necessárias foram tomadas nos casos notificados na Cidade Tiradentes”, afirma a pasta em nota, sem detalhar quais foram as medidas adotadas.

    Em uma cidade densamente urbanizada como São Paulo, os ataques de morcego neste ano já superam o total registrado em todo o ano passado.

    Segundo a Covisa (Coordenadoria de Vigilância em Saúde), até o dia 20 de agosto, haviam sido contabilizados 171 casos: aumento de 61% em relação a 2018 (106 casos).

    Apenas no Hospital Municipal Tide Setúbal, na região de Cidades Tiradentes, na zona leste, foram atendidos 57 pacientes que haviam sido atacados por morcegos. A unidade é referência no atendimento antirrábico e recebe pacientes de São Paulo e cidades vizinhas.

    Funcionários da prefeitura capturaram recentemente quatro morcegos frugívoros (que se alimentam de frutas) e um hematófago (que se alimenta de sangue). Todos foram submetidos a exames e nenhum apresentava raiva, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.

    “A vigilância reforça que os animais são protegidos por lei e todas as medidas necessárias foram tomadas nos casos notificados na Cidade Tiradentes”, afirma a pasta em nota, sem detalhar quais foram as medidas adotadas.

    “As pessoas que ingressarem em áreas de mata fechada devem usar os itens básicos de segurança: botas, calças, jaquetas, meias grossas e sapatos fechados e jamais deixar a pele exposta, principalmente à noite, quando o animal está mais ativo. Essas medidas ajudam a evitar a mordida do animal”, ressalta a secretaria.

    A raiva é uma doença transmitida para os humanos por qualquer animal que esteja infectado. O vírus compromete o sistema nervoso central e provoca encefalite (inflamação do cérebro).

    Os sintomas incluem desde dor de cabeça e febre até delírios, salivação excessiva e convulsões.

    “Caso tenha tido contato direto com um morcego ou se for frequentador de áreas de mata e notar qualquer ferimento com sangue, é imprescindível procurar orientação médica pelo risco de pegar raiva. Essa doença, se não for tratada imediatamente, é fatal. Após o aparecimento dos sintomas não há mais tratamento”, alerta a Secretaria Municipal de Saúde.

    É preciso ser atacado por um morcego para contrair uma doença?

    Não, necessariamente. Morcegos podem transmitir doenças pela mordida, no caso dos morcegos hematófagos, que se alimentam de sangue, e por meio das secreções, caso seja frugívoro, ou seja, se alimenta de frutos, e acaba contaminando a água, por exemplo. No caso do ebola, a doença está sendo disseminada na República Democrática do Congo pelo consumo da carne de caça de morcego. Vale lembrar que o morcego só transmite qualquer doença se estiver infectado

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