Crianças com mais de seis meses e menos de um ano de idade devem ser vacinadas contra o sarampo caso visitem municípios com surto da doença no país. O Ministério da Saúde recomenda que as imunizações sejam realizadas ao menos 15 dias antes da viagem.

“Além de proteger, a medida de segurança pretende interromper a cadeia de transmissão do vírus do sarampo no país”, informou a Pasta em um comunicado. Atualmente, 39 cidades de São Paulo, Pará e Rio de Janeiro estão em surto ativo, ou seja, registram um crescimento no número de casos confirmados da doença.

O Ministério esclarece que esta, chamada “dose zero”, não substitui a vacina tríplice viral (D1), dada aos 12 meses de idade. O calendário nacional de vacinação inclui também aos 15 meses a vacina tetra viral, que contém uma segunda dose contra do sarampo.

“É importante ressaltar ainda que toda pessoa, de um ano a 49 anos de idade, deve ter duas doses da vacina contra o sarampo para ficar protegido contra a doença”, diz a nota.

Surto de sarampo

Entre 5 de maio e 3 de agosto, 907 casos de sarampo foram confirmados no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. Os casos estão concentrados em três estados: São Paulo (901), Rio de Janeiro (5) e Bahia (1).

A epidemia de sarampo é um fenômeno global. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) mostram que, em 2017, a doença foi responsável por 110 mil mortes.

Este ano, ainda segundo as entidades, casos notificados no mundo cresceram 300% nos primeiros três meses em comparação com o mesmo período de 2018.

O Brasil, diz o Ministério da Saúde, vinha de um histórico de não registrar casos autóctones (adquiridos dentro do país) desde o ano 2000 – entre 2013 e 2015, ocorreram dois surtos, um no Ceará e outro em Pernambuco, a partir de casos importados.

Quais são os sintomas do sarampo?

Os primeiros sintomas do sarampo são febre alta que dura por volta de uma semana e manchas avermelhadas na pele. Os sintomas aparecem entre 10 e 12 dias após o contato com o vírus e podem vir acompanhados de tosse persistente, irritação ocular, coriza e congestão nasal.

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