22 de outubro de 2020
Mais
    Capa Destaques Depoimento de senadora em processo da grampolândia será usado pelo MPE
    PROVA COMPARTILHADA

    Depoimento de senadora em processo da grampolândia será usado pelo MPE

    Imagem: Selma Arruda
    Senadora Selma Arruda – Foto: divulgação

    Depoimento da senadora Selma Arruda (PSL) coletado no decorrer da instrução de uma ação penal contra cinco militares derivada do esquema de escutas telefônicas ilegais conhecido como “grampolândia pantaneira”, serão utilizados pelo Ministério Público Estadual (MPE) para subsidiar investigações internas. O compartilhamento da prova foi autorizado pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, titular da 11ª Vara Criminal Militar, e responsável pelo processo. O pedido partiu do próprio MPE e foi acolhido pelo magistrado no dia 8 deste mês.

    “Em resposta aos Ofícios n° 109/2019 e 114/2019, sirvo-me do presente para encaminhar 01 (um) mídia DVD-R, contendo cópia integral do feito referente a Grampolândia, depoimento da Dr. Selma Rosane Arruda colhido durante a instrução processual, bem como cópia integral dos documentos apresentados pelos acusados Gerson e Evandro Lesco nos Incidentes ID nº 585074 e ID nº 585076”, diz o despacho de Marcos Faleiros publicado nos autos.

    Por enquanto, não se sabe o teor das informações prestadas pela juíza aposentada e hoje senadora. Enquanto estava na ativa no Judiciário mato-grossense, Selma Arruda era titular da 7ª Vara Criminal e chegou a autorizar interceptações telefônicas que hoje são contestadas pelos réus no processo.

    Eles acusam a senadora de ter sido convivente com escutas clandestinas na modalidade “barriga de aluguel”, prática ilegal que ocorre quando telefones de terceiros são inseridos no rol de números interceptados numa investigação.

    O cabo Gerson Corrêa Júnior e os coronéis Evandro Ferraz Lesco e Zaque Barbosa, réus no processo da “grampolâdia”, foram reinterrogados nos dias 16 e 17 de julho e fizeram várias acusações contra integrantes do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco). Dentre elas, revelaram que promotores e procuradores de Justiça de praticaram “barriga de aluguel” em várias operações lançadas nos últimos anos.

    Dessa forma, o chefe do MPE, José Antônio Borges, decidiu investigar as denúncias e solicitou compartilhamento do depoimento prestado pela juíza aposentada.

    ÚLTIMAS NOTÍCIAS